A fé resiste ao silêncio de Deus

28/05/2013 01:01

 

“E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer,

e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado.

E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo.

Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração

a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras;  

e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias,

e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me,

e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.” 

(Daniel 10:11-13)

 

 

 

O que faz com que a oração de um crente não seja respondida? Nós sabemos, pela palavra de Deus, que algumas coisas podem impedir as nossas orações e fazer com que não sejam atendidas. Coisas como uma vida em pecado (Isaías 59:2), pedidos egoístas (Tiago 4:3), orações que estão fora do propósito e da vontade de Deus (I João 5:14). Mas e quando não se trata de nada disto, será que mesmo assim o justo pode não ser prontamente atendido? A experiência de Daniel nos mostra que sim, e através dela poderemos aprender muito sobre isto.

 

Por vinte e um dias Daniel clamou sem contemplar qualquer resposta, mas o anjo lhe assegurou que a sua oração havia sido ouvida no céu desde o primeiro dia de clamor. O motivo da demora, o anjo também explica a oposição que “o príncipe do reino da Pérsia”, ou seja, certamente o próprio Satanás, havia feito algo que o impedisse de chegar a Daniel, até que o arcanjo Miguel veio em seu socorro e lhe permitiu a passagem.

 

Porém, algumas indagações aqui se tornam inevitáveis: Não poderia Deus ter enviado Miguel ou qualquer outra legião de anjos poderosos ainda no primeiro dia? Ou ainda não poderia o Todo Poderoso simplesmente ter estendido o seu braço e afugentado o inimigo liberando assim passagem para o mensageiro que levava a resposta de Daniel? Percebemos que por trás do motivo apresentado pelo anjo havia ainda outro motivo, Deus quis provar a fé do seu servo. E nas orações que ainda não obtemos resposta, e nem tão pouco conseguimos entender o porquê do silencio de Deus, pode ser justamente isso que também esteja acontecendo.

 

A prova para Daniel foi de vinte e um dias, mas com certeza este prazo não é uma regra, só Deus pode determinar quantas horas, dias ou anos durará a minha ou a sua provação. Mas uma certeza a palavra de Deus nos dá, a luta não dura para sempre, depois da noite escura a alegria de Deus nos vem no amanhecer: “...O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmos 30:5). E com certeza, quanto mais clamarmos, mais depressa Deus nos fará justiça (Lucas 18:7-8).

 

Ainda que Daniel tenha precisado esperar pelo momento de Deus para receber a sua resposta, ela veio, e veio de uma forma gloriosa.

 

E como procedeu este notável homem de Deus em seus momentos de aflição?

 

Na verdade ele não somente orou, mas demonstrou interesse para entender os desígnios de Deus e também se humilhou diante de sua soberania: “aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus”.

 

Se como Daniel buscarmos a Deus, esperando o seu tempo sem desanimar e nem desistir de clamar, certamente também ouviremos o nosso nome acompanhado da frase: homem(mulher) muito amado(a)!

 

Que Deus nos abençoe e fortaleça-nos a fé, em Nome de Jesus!

 

 

 

 


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