A glória que nos cai bem

15/11/2013 01:41

 

 

“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria,

nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas;

mas o que se gloriar, glorie-se nisto:

em me conhecer e saber que eu sou o Senhor

e faço misericórdia, juízo e justiça na terra;

porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.”

(Jeremias 9:23-24)

 

 

Estas palavras do Senhor através do profeta foram pronunciadas em meio a grandes repreensões contra o pecado e a prática da iniquidade na Terra.

 


No que teriam então os homens em que se gloriarem quando o estado de suas almas é ruim e se encontra de forma latente em inimizade contra o Criador?

 


De fato, todos os que andam sob o temor do Senhor e em verdadeira comunhão com Ele, terão por diversas vezes as suas mentes perplexas e como que atordoadas pelo fato de perceberem quão fracos são e inapropriados para cumprirem os propósitos de Deus.

 


Um sentimento de desolação e de inutilidade lhes invade o coração de tal forma que nada pode lhes arrancar disso, senão apenas a manifestação da graça de Deus, dando-lhes força para cumprirem o seu ministério, e quando são assim visitados pelo poder do alto, eles se gloriam não em si mesmos, mas no fato de terem sido alegrados grandemente por Aquele que se tornou para eles a sua própria vida.

 


O apóstolo Paulo, melhor do que ninguém experimentou em profundidade este sentimento, e daí ter se expressado nos seguintes termos:

 

Tenho, pois, motivo de gloriar-me em Cristo Jesus nas coisas concernentes a Deus.” (Romanos 15:17)

 

Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.” (II Coríntios 11:30)

 

 

Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.” (Gálatas 6:14)


Concluímos assim que nenhum ser que respira é digno de glória por conta de seus aparentes atributos. Inteligência, beleza física, poder, dinheiro são apenas sombras fúteis do aplauso passageiro e que em geral levam para um desfecho destruidor.

 

A glória que nos cabe é justamente o reconhecimento de que nada somos, mas que, mesmo assim, somos agraciados pela mais sublime de todas as honras, posto que aprouve a quem tudo é (Cristo Jesus), amar-nos e salvar-nos, mesmo sendo todos nós completamente desmerecedores. 

 

 


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