ALÉM DO OCEANO

26/03/2012 15:30

 

O que há de ser do lado que eu habito, nesse vasto mar separador?
Teriam as ondas algum poder curador, que possa aliviar tanta saudade?
Que me venha n'alma semelhante claridade que há no horizonte encantador
Que nessas águas ajam outro sabor, açucarado como os hálitos da tarde!
 
 
Trariam as viajantes gaivotas em seu regresso um pouco de teu ar?
Só pra que eu possa imaginar que algo tendo sido teu aqui me alcançou
Aliviando esse poder destroçador de uma distância a me dilacerar
E para os meus pulmões abençoar com o ar que no teu ser já viajou!
 
 
Grita desse lado oposto do oceano e eu juro que daqui te escutarei
Prometo que recolherei as notas de tua voz e as guardarei no coração
Pra ser o meu pedaço de ilusão e a canção na qual te ouvirei
Pra ser a transgressão da física lei, que não desfaz a essência dessa união!
 
 
E eu prometo que não saio desse chão de areias e não mudo dessa vista
Por mais que teu calor do meu dista, de certa forma estás comigo
Se o mar separador for o castigo para que o meu amor de ti desista
Verá meu coração negar sua conquista, pois te esquecer não quero e nem consigo!
 

Que impressões esse poema lhe proporciona?

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