Aos desequilibrados da fé

31/12/2013 01:24

 

 

“Olhai, pois, que façais como vos mandou o SENHOR, vosso Deus;

não declinareis, nem para a direita, nem para a esquerda.

Andareis em todo o caminho que vos manda o SENHOR, vosso Deus,

para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis

os dias na terra que haveis de possuir.”

(Deuteronômio 5.32-33)

 

 

Um dos cuidados que devemos ter em nossa caminhada com Deus é não cairmos nos extremos. É muito fácil exagerarmos para um lado ou para o outro e assim perdermos a direção. Coisas boas, em excesso, tornam-se prejudiciais. E quando faltam também. Tiago nos instruiu a pedir sabedoria a Deus (Tiago 1.5). E ter sabedoria inclui o equilíbrio em nossas ações.

 

É bom ser tolerante, mas o excesso de tolerância pode ser nocivo, quando permitimos que o mal e a desordem reinem devido à nossa complacência. Por outro lado, nossa intolerância pode destruir o ânimo e as boas intenções daqueles que nos cercam.

 

Trabalhar é bom e Deus não ama a preguiça. Só trabalhar sem descanso pode se tornar o caminho para a autodestruição. O mandamento divino de seis dias de trabalho e um de descanso tinha por finalidade estabelecer o equilíbrio entre descanso e trabalho. Falta de dedicação e excesso de dedicação, ambas fogem do caminho do meio estabelecido por Deus. Precisamos de equilíbrio.

 

Podemos possuir bens, mas os bens não podem nos possuir. Ser bem sucedido é o desejo natural de todo ser humano. Entretanto, muitos são os que conseguiram essa façanha destruindo sua própria felicidade.

 

É correto por amor suportar certas situações, mas ser passivo quando deveríamos reagir ao mal não é uma virtude.

 

Contudo, qualquer pessoa que já tentou quando criança equilibrar uma vassoura na ponta dos dedos sabe o quanto é difícil. É preciso cuidado constante, ajustes constantes, plena atenção. E ainda assim por diversas vezes o objeto de nosso equilíbrio cairá de nossas mãos. E será errando e corrigindo que aprenderemos o caminho do meio, a ação correta, a direção de Deus.

 

Não fomos chamados para o fanatismo e nem para a indolência. É nosso dever avaliar, ajustar, corrigir, reconhecer que estamos em um ponto extremo onde não deveríamos.

 

Eis o que precisaremos fazer. Achar o ponto de equilíbrio e permanecer nele, eis o grande desafio de Deus para nossas vidas. Não nos desviarmos nem para a direita e nem para a esquerda – essa é a ordem divina.

 

 

 

 


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