APÓSTOLOS DA MODERNIDADE: FUNDAMENTOS DE UM ABSURDO

04/07/2013 17:40

 

 

Já vai longe a época em que o título "pastor" conferia um elevado sentimento de honra para quem o detinha. Nos dias atuais, onde o narcisismo galopa indomável até mesmo nos círculos cristãos, ser pastor é algo pequeno demais, é baixa patente, é insignificância perante a fome e sede de prestígio que escraviza diversas lideranças.  Sendo assim, já são poucos os que se bastam ao ministério pastoral e multiplicam-se os que se dizem chamados para degraus maiores, dentre os quais, podemos destacar aqueles que se dizem "apóstolos".

 

Sempre foi um sonho religioso nutrido pela vaidade de muitos homens, o título apostólico. Desde o período primitivo, muitos hereges insurgiam-se em meio à igreja, reivindicando tal autoridade. A Igreja de Roma deu inicio a esse processo na era posterior, apropriando-se do ofício de apóstolo, afirmando que o papa é o sucessor do apóstolo Pedro e chamando de apóstolos os seus  hierarcas superiores, isto é, os “príncipes” da Igreja.

 

Para nossa surpresa, nos últimos anos, alguns pastores neopentecostais, motivados pelo discurso e influência de movimentos heréticos como G12/M12, resolveram também se intitular “apóstolos”, seguindo fielmente a arrogância católico-romana.

 

Infelizmente, é grande o avanço dos malaquianos (deturpadores das passagens bíblicas acerca dos dízimos e ofertas, contidas no livro do profeta Malaquias), que imitam os desmandos do Vaticano em suas práticas antibíblicas, criando uma novidade após a outra, sob a égide de supostas revelações e visões, todas elas, porém, com o exclusivo e flagrante objetivo de acumular prestígio e riqueza material.

 

Entre a inocência e a malícia

 

Qualquer cristão de conhecimento bíblico médio sabe que o ministério apostólico foi exclusivo nos dias da Igreja primitiva e cessou na pessoa do apóstolo Paulo. Qual seria então a razão de tantos pastores estarem aderindo a esse modismo?

 

1. Ignorância e desinformação: é lamentável, porém incontestável, que as facilidades para se obter um título pastoral e se abrir uma igreja em nosso país, facilita imensamente a presença de pessoas despreparadas nos púlpitos. E o que se pode esperar de uma igreja cujo líder está despreparado? Esse é o grande e mais grave problema do neopentecostalismo.

 

Em pouco mais de 20 anos de atuação do G12/M12 no Brasil, formou-se uma geração de crentes enganados, que pensam fielmente estarem no caminho certo, ao adotarem a pseudo teologia desse movimento. São cristãos sinceros, filhos iludidos de uma heresia e quase sempre intransigentes defensores do movimento celular a que pertencem.

Os “apóstolos” nascem e se formam nesse meio e geralmente são venerados como criaturas dotadas de grande autoridade espiritual. É a partir disso, que se locupletam da situação que lhes é favorável, beneficiando-se sobretudo e visivelmente na área financeira.

 

2. Mas nem todos creem inocentemente na existência de apóstolos modernos. Muitos defendem tal coisa de forma calculada e maliciosa, visando obter pesados lucros pessoais em cima de teologias que associam dinheiro à sinceridade da fé e que distorcem as referências bíblicas que abordam dízimos e ofertas.

 

Por que não existe mais o verdadeiro ministério apostólico?

 

1. - Os apóstolos tinham de ser testemunhas daquilo que Jesus havia feito durante todo o tempo em que esteve em seu meio. Eles tinham de ser testemunhas pessoais de Sua morte e ressurreição (Atos 1:21-22).

 

2. - Todos os apóstolos foram chamados diretamente por Jesus - tanto os doze como, posteriormente, Paulo (Lucas 6:12-16; Atos 9).

 

3. – O ministério apostólico foi especial e exclusivo para a fundação da Igreja de Jesus (Atos 2:42; Efésios 2:20-22). Cessou após a entrega a Paulo do ministério de pregação aos gentios.

 

4. -  Os apóstolos tinham dons especiais para a realização de sinais e milagres destinados ao estabelecimento da Igreja de Jesus (Atos 5:12; 8:14-17). Por isso, Paulo disse em II Coríntios 12:12 que “os sinais do seu apostolado” foram apresentados por meio dele. Essa afirmação mostra que os sinais apostólicos eram especiais e não podem ser atribuídos a outras pessoas.

 

5. - A função apostólica nunca foi transmitida a outros. Mesmo tendo escolhido diáconos, obreiros e  presbíteros (Atos 14:23), os apóstolos nunca transferiram o seu ministério a alguém, porque ele é absolutamente singular.

 

6. – Os doze apóstolos, todos de origem judaica, além do seu papel ligado à Igreja, também têm relação especial com o povo judeu. Um dia eles se assentarão com o Senhor em doze tronos e julgarão as doze tribos de Israel (Lucas 22:30).

 

7. – Apocalipse 21:14 indica que nunca houve nem haverá mais de doze apóstolos: “E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro”.

 

Como os doze tronos e os doze fundamentos da cidade são limitados a esse número, não podemos aceitar mais apóstolos. De outra forma, seriam necessários tronos e fundamentos para todos os papas que já existiram [quase 300] e agora também para todos os apóstolos nomeados pelo G12/M12.

 

O fato do papa aceitar manifestações de exaltação por parte de seus subordinados, que se ajoelham diante dele e beijam o seu anel, também não corresponde ao caráter dos apóstolos, que não admitiam tais honrarias. Quando Cornélio, o centurião romano, prostrou-se aos pés de Pedro - de quem o papa se considera sucessor - o apóstolo o corrigiu: “E no dia imediato chegaram a Cesaréia. E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos. E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem” (Atos 10:24-26).

 

Os apóstolos evangélicos não ficam atrás em termos de vaidade e ostentação. Muitos exibem bens materiais como “prova de fé” e aceitam um tratamento bajulador e singular, que os posiciona em condições superiores em relação aos demais irmãos.

 

Considerações Finais

 

Diante dos fatos aqui claramente explicados, consideramos o modismo neopentecostal do “apostolado” biblicamente insustentável e desprovido da mínima credibilidade. Como diz a Bíblia no Salmos 42:7, “Um abismo chama outro abismo” e tem sido exatamente isso que temos visto em algumas igrejas ditas “avivadas”, com uma acelerada degradação do legítimo Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Não por acaso é nesse meio que surgem os mais vergonhosos escândalos morais que têm contribuído para que o evangelho seja blasfemado em meio à sociedade.

 

Hoje, vemos com tristeza alguns crentes rastejando pelo chão, soltando urros animalescos,  caindo para trás, sibilando como serpentes e aderindo a outras práticas ridículas e condenáveis. Não será surpresa vermos num futuro próximo os “apóstolos” modernos também exigindo que os membros de suas igrejas lhes beijem os anéis de ouro e ametista (que serão comprados com as ricas ofertas e dízimos dos ignorantes bíblicos) e que os chamem de “Pai”, usurpando o título que somente o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo tem o direito de receber.

 

Se o Senhor não voltar bem depressa para arrebatar a Sua Igreja, ainda veremos coisas muito piores, pois o Diabo está enroscando o povo de Deus aceleradamente em suas armadilhas  de visões e pseudo revelações.

 

Desde que Agostinho criou a teologia de que Roma é o novo “Israel de Deus”, a qual foi assimilada pelos meios protestantes, o povo judeu passou a ser imitado em todos os sentidos, principalmente nos meios neopentecostais. Esses pastores adoram reivindicar para si mesmos as promessas feitas por Deus a Israel, embora jamais tenham aceitado para as suas igrejas as maldições correspondentes à desobediência aos mandamentos do Senhor.

 

Que me perdoem os religiosos que se sentem ofendidos, mas em nome da sã doutrina, não podemos permanecer em silêncio.

 

Deus abençoe, abra os olhos de Seu povo e livre Sua Igreja de toda essa asquerosa e repugante heresia, em Nome de Jesus!

 

 

 

 


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