As 4 perguntas de minha transformação diária

11/07/2013 00:59

 

 

“Ensina-nos Senhor a contar os nossos dias de tal maneira,

que alcancemos coração sábio”

(Salmos 90:12)

 

A vida cristã é um desafio que todos os dias me chama para o confronto. Para me manter de pé e firme na jornada, sei que devo por as mãos no arado sem olhar atrás. Isso, porém requer sabedoria, conhecimento, perseverança e vigilância.

 

No meu caso, em particular, uso uma estratégia: ao amanhecer, após orar a Deus, faço-me quatro importantes perguntas, as quais gostaria de compartilhar com você agora.

 

1. Minha vida reflete a Cristo?

 

“Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (II Coríntios 3:18).

 

O motivo essencial de sermos transformados é que a nossa versão não deu certo. Fracassou. Inclina-se constantemente para o pecado. Logo, precisamos de uma nova versão. Moldada pelo caráter de Cristo, o modelo perfeito. E esse é um dos pilares de nossa caminhada até o céu: esforçar-nos para sermos parecidos cada vez mais com Ele, imitando-o (Efésios 5:1). Quanto mais o imito, ou seja, tento ser parecido com Ele, mas Ele cresce e eu diminuo, o que, como o próprio João Batista testificou, é uma necessidade (João 3:30).

 

2. Se Deus me tratar como eu o trato, tudo vai ficar bem?

 

“O Senhor está convosco, quando vós estais com Ele. Se o buscardes, o achareis; porém, se o deixardes, Ele vos deixará” (II Crônicas 15:2b).

 

Você seria capaz de olhar para Deus e dizer: “Senhor, me dê atenção na proporção que eu te dou atenção”? ou “Deus, me abençoe na mesma medida em que eu te adoro”? e ainda “Pai, gaste comigo o mesmo tempo que eu gasto contigo”?

 

Quantas pessoas na face da terra resistiriam a esses questionamentos?

 

Nossa relação com Deus é bilateral. A proporção de amor que nos é oferecida pelos céus, requer de nós um elevado grau de compromisso, pois a graça Divina não é fruto de méritos ou esperanças vazias, mas de nossa aproximação diária com o Salvador. É por isso que o apóstolo Tiago afirma: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós”(Tiago 4:8).

 

3. Meu nível de obediência à Palavra de Deus é compatível com as bênçãos que preciso?

 

Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerdes em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (João 15:7).

 

Em dias atuais, por todos os lados, ouvimos os pregadores do G12 alardeando que Deus vai nos abençoar de qualquer jeito, que somos seus filhos e temos que exigir nossa herança, tomar posse de nossa benção e que onde colocarmos as plantas de nossos pés será nosso. (In)Felizmente não funciona assim. E não sinto muito por dizer isso. A verdadeira benção só virá após a obediência. E obediência à Palavra de Deus. Ela, sua Palavra, é a geradora de vida, de vitórias, de bênçãos. Como, pois, almejar bençãos antes de nos submetermos à Palavra?

 

Neste versículo, o Senhor Jesus confirma, em outras palavras, o que Ele mesmo já havia dito em Josué 1:8 e no Salmo 1:2-3. Logo, sou desafiado a me perguntar: tenho levado uma vida digna de exigir bênçãos de Deus?

 

Ninguém pode exigir coisa alguma do Altíssimo, nenhum cristão possui autoridade para determinar ou “trazer à vida” coisa alguma. Todo poder nos céus e na Terra pertencem a Cristo Jesus e somente aqueles que observam de maneira prática a Sua Palavra terão acesso às Suas bênçãos.

 

4. Se a igreja depender de mim para crescer e multiplicar, de que tamanho ela será daqui a um ano?

 

“Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações (todos os povos)…” (Mateus 28:19).

 

Um dos motivos de termos sido separados para Deus foi para que anunciássemos Sua glória (I Pedro 2:9). Jesus fez isso o tempo todo. Depois comissionou seus apóstolos. E, finalmente, deixou essa missão para sua igreja. A questão é: estamos fazendo isso?

 

Há muitos “marketeiros” gerenciando números na igreja e passando a falsa ideia de que crescimento seja templos lotados. Jesus chamou Seu Reino de porta estreita e caminho apertado e nos assegurou que são poucos os que acertam por ele.

 

A verdadeira fé cristã não é um curral de todas as espécies, mas um redil de ovelhas imaculadas. E aqueles que pregam números em vez de almas, talvez pensem mais nos dividendos do que nos resultados espirituais.

 

Todavia, pregar o evangelho é um predicado naturalmente associado a um coração redimido, pois sabe-se quem experimentou uma conversão sincera justamente por dois traços marcantes: mudança radical de vida e disposição latente de anunciar as boas novas da salvação.

 

E assim prosseguimos. Questionando, refletindo e agindo. Mudando de glória em glória nossa própria imagem, a fim de que cheguemos ao ponto ideal – nosso total desaparecimento e o perfeito reflexo de Cristo em nós!

 


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