Carnaval - A Babilônia das ilusões

18/02/2012 20:06

 

Nesse preciso e exato momento em que publico, milhões de pessoas no Brasil inteiro estão festejando sua própria auto destruição, conformando-se a um dos projetos mais catastróficos já engendrados pela astúcia do mal. Seu signo é de festas, seu fruto é trágico e seu nome é carnaval.

 

Conceito e História:

 

 

O carnaval é um conjunto de festividades que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o inicio da Quaresma, pricipalmente do domingo da quinquagésima à chamada terça feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se notabilizou.

O termo carnaval é d eorigem incerta, embora seja encontrado no latim medieval, como carmen levare ou carnelevarium - palavras dos séculos XI e XII, que significam festa da carne, simbolizando, paradoxalmente, o inicio da abstinência carnal durante os quarenta dias, no passado, em que os católicos eram oficialmente proibidos de consumir carne.

A própria origem da palavra em si é obscura. É possível que sias raízes se encontrem num festival religioso primitivo e pagão, que homenageava o inicio do Ano Novo e o ressurgimento da natureza. Mas também há estudos apontando sua origem para a Roma dos Césares, ligada às famosas saturnálias, que tinham como caraterística principal a liberação de toda sorte de orgias.

A tradição do rei momo deriva das formas de Dionisio - o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar os primórdios do carnaval para a Grécia arcaica e seus festejos que honravam as colheitas.

As comemorações eram sempre marcadas por muito delírio e desenvoltura, com atos de alimentar-se e ber, como sendo elementos indispensáveis à vida.

As tradições católicas que fundaram os moldes carnavalecos, foram todas adaptações de práticas e rituais pagãos muito anterios, os quais, adquiriram nova roupagem para se adequarem aos principios dogmáticos do catolicismo.

Portanto, o carnaval é uma festa de origem pagã e o fato da igreja católica não se posicionar oficialmente contra oc mesmo, deve-se ao histórico atrelamento de suas festas religiosas como o mesmo - fato claramente contraditório.

Os dias exatos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colônia e na Renânia, também na Alemanha, o carnaval começa às 11h11min do dia 11 de novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o carnaval principalmente de 6 de janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia. 

Sobre sua origem, também remonta-se O "Entrudo", festa importada dos açores, foi a grande precursora das festas de carmaval, trazidas pelos colonizadores portugueses. Grosseiro, violento, imundo, constituía a forma generalizada de brincar no período colonial e monárquico. Consistia em lançar, sobr eos outros foliões, baldes de água, esguichos de bisnagas e limões de cheiro (feitos ambos de cera), pó de cal (uma brutalidade, que poderia cegar as pessoas atingidas), vinagre, groselha ou vinho e até outros líquidos que estragavam roupas e sujavam ou tornavam mal cheirosas suas vítimas. Esta estupidez, porém, era tolerada pelo imperador Pedro II e foi praticada con entusiasmo na Quinta da Boa Vista e em seus jardins, pela chamada nobreza de então. E foi livre até o aparecimento do lança perfume, já no século XX, assim como o confete e a serpentina, trazidos da Europa.

 

O Lado obscuro do carnaval:

 

A entrega das chaves ao rei momo é algo que alcança limites muito além do mero simbolismo. No período carnavalesco os abusos, os excessos, os vícios, a violência, a promiscuidade e a irreverência recebem um verdadeiro cheque em branco. De todas as partes do país, noticiários dão conta dessa verdade, publicando números que pioram a cada ano e que, desta feita, confirmam a incontestável tese de que o carnaval presta um desserviço à nação e agrava suas crises.

 

O lado excludente do carnaval:

Uma das maiores mentiras que se divulga sobre o carnaval seria a sua suposta face democrática. Não é a elite dominante que forma o exército nacional de foliões, mas sim a grande massa de analfabetos, desempregados e excluídos, que, uma vez induzidos pelas campanhas oficiais e a abusiva manipulação da mídia, caem na maquiagem do esquecimento temporário de suas misérias, gerando receitas milionárias para os poucos buegueses que ficam para a festa, os quais são justamente aqueles que lucram com ela. Os demais, nesse mesmo período, passeiam pelos países do primeiro mundo e asistem peças teatrais nos mais famosos centros culturais europeus, enquanto o resto do país se degrada nas pasarelas de samba.

 

O lado político do carnaval:

Em vez de fingirem surdez ante esse alarido, o cidadão brasileiro deveria responder uma importante questão:

Como se explica o fato de que todos os poderes, municipal, estadual e federal, gastam milhões de reais com o carnaval, inclusive pagando elevados cachês para artistas oportunistas, financiando blocos e escolas de samba - enquanto não se evidencia a mesma bondade e desprendimento para com os investimentos nas áreas de educação, saúde, habitação e saneamento básico?

Qual o motivo de prefeitos, governadores e presidentes engendrarem todos os esforços possíveis para que a festa carnavalesca seja a mais pomposa possível, sempre superando suas edições anteriores, chegando até mesmo a fazerem pesados investimentos de marketing e midia, no intuito de atraírem o maior numero possivel de turistas para a sua região?

O discurso oficial afirma que a localidade ganha com tudo isso, mas a realidade é bem outra e os lucros vão sempre para o bolso daqueles que residem nas áreas nobres, jamais alcançando as panelas vazias do favelado.

Logo, o carnaval é uma política institucionalizada de "pão e circo", que visa anestesias a lucidez das análises, cegar o senso crítico e destroçar toda consciência de cidadania. Enquanto pula nas avenidas e se destroi física e/ou moralmente, o cidadão não lembra de protestar pelos seus direitos civis. E ao cabo dessa maquiavélica festa, não lhe restam forças de espécie alguma para fazê-lo.

 

A herança do carnaval:

Os números são oficiais e se agravam a cada ano. Mortes nas estradas devido ao abuso do álcool, estupros, agressões físicas, uso e mortes ligadas à ingestão de drogas, ataques  e homicídios com armas de fogo ou branca, roubos e furtos, destruição de casamentos. São realidades comuns no decorrer de todo o ano, mas que atingem índices triplicados no carnaval, deixando como legado um rastro de aniquilamento humano, com proporções genocidas.

 

Nosso ponto de vista:

Há quem pense e nos acuse de fazer aqui uma abordagem religiosa dos fatos ou que seja essa uma postura adotada por aqueles que preferem um mundo sem graça e funesto. Oviamente, discordo de tudo isso.

Não é segredo para ninguém minha condição de convicto homem cristão. Mas esse mesmo espaço hoje utilizado para expor o lado obscuro do carnaval, também já foi e será destinado para denunciar os desacertos da fé. Meu compromisso é com a consciência gritante de minha alma, com o elo que me prende a Deus e com o meu desejo sincero de contribuir para um mundo melhor. Penso que todos aqueles que comungam de iguais valores, haverão de unir-se a mim nessa militância opositória ao carnaval.

Da mesma forma, discordo de quem suponha que seja o carnaval o segredo e a saída para a felicidade humana. Seria um preço elevado demais se assim o fosse. Tal como a paixão nada tem de amor, tal como a chuva não é uma necessária tempestade e tal como uma miragem não constitui fato real - semelhantemente o carnaval não porporciona felicidade a ninguém. A felicidade enquanto estado efêmeto e fugaz é algo gratuito, fortuito e á mercê de qualquer um um que ande pelas esquinas. Drogas prometem esse tipo de felicidade, sexo banal também, o cigarro e o álcool fazem o mesmo e  é nessa mesma linha que se enquadra o carnaval.

Mas a felicidade que proponho aqui não é um estado e sim uma condição. Ser feliz não é o mesmo que estar feliz. Esta última sucumbirá nas cinzas de uma quarta feira massacrante, mas a primeira só é possível nas vidas e corações daqueles que preferem a alegria de Deus!


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