CONFISSÃO POSITIVA: OS PERIGOS DO FALSO AVIVAMENTO

05/08/2013 17:49

 

 

“E Hilquias disse a Safã, o escrivão: Achei o livro da lei na casa do SENHOR.

E Hilquias deu o livro a Safã.”

(II Crônicas 34:15)

 

Avivamento: eis uma palavra recorrente em nosso meio. Dogmas e tradições separam alguns setores cristãos; todos, porém, assumem uma contínua busca por essa experiência fantástica e marcante de aproximação e experimentação do poder de Deus em larga escala.

 

Em nome do avivamento, poucos discursos são tão insuportáveis quanto o famoso: “profetiza.”

 

CONFISSÃO POSITIVA – UMA PERIGOSA MENTIRA

 

Desde que a heresia intitulada “confissão positiva” surgiu como um movimento no seio das igrejas pentecostais e neo pentecostais, enfatizando o suposto poder do crente em adquirir tudo o que quiser, o conceito de avivamento nunca mais foi o mesmo. Seu surgimento foi gradual, a partir de Essek William Kenyon (1867-1948), um metodista nova iorquino, que teve notória influência de Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã (que de cristã nada tem), a quem declarava pública admiração. Alguns adeptos desse movimento são unicistas, outros deificam o homem, há ainda os que pregam um Jesus exótico, estranho ao Novo Testamento, e se caracterizam por pregarem saúde e prosperidade como instrumento aferidor da vida espiritual do cristão. Suas fontes teóricas de autoridade são a Bíblia, as revelações de seus líderes e a tão propalada “palavra da fé.”

 

Kenyon disse que muito se poderia aproveitar do ensino de Mary Baker Eddy e se empenhou nas campanhas pregando salvação e cura em Jesus Cristo dando ênfase aos textos bíblicos que falam de saúde e prosperidade. Aplicava a técnica do poder do pensamento positivo. É também reconhecido hoje como o pai do Movimento Confissão Positiva, também conhecido como Teologia da Prosperidade, Palavra da Fé ou Movimento da fé, influenciando aquele que com certeza é a maior celebridade desse movimento:  Kenneth Hagin.

 

Dentre as muitas e perigosas mentiras ensinadas por Hagin, destacamos a diferença que ele quis estabelecer entre as palavras gregas rhema e logos. Ambas significam "palavra". Ele afirma que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia e que rhena é a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época, de modo que o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pessoal, e exigir seu cumprimento. A base da confissão positiva é a fé. O crente deve declarar que já tem o que Deus prometeu nos textos bíblicos e tal confissão pode trazer saúde e prosperidade financeira. A confissão negativa, por sua vez, é reconhecer a presença das condições indesejáveis. Em outras palavras, você nega a existência da enfermidade e ela simplesmente deixará de existir.

 

Isso é o que ensinavam os pais do pensamento positivo anticristão e ensina ainda hoje a perigosa seita Ciência Cristã. E com roupagem e máscara próprias é o que também ensina o movimento G12, em nome da busca pelo avivamento.

 

Não é difícil ver os indícios do que afirmamos aqui. pregadores gritam a plenos pulmões: “profetiza tua cura”, “profetiza tua prosperidade”, “eu profetizo o fim da violência”, “eu profetizo o fim da fome e da miséria”, “eu profetizo o avivamento”...

 

Cantores fazem o mesmo em suas canções e extravasam incessantemente o mantra gospel “profetiza”.

 

Todavia, a violência persiste e aumenta. A fome e a miséria prevalecem. Não há nenhum sinal visível e evidente de que a vida se altere e o mal seja destruído por conta da "palavra profetizada" por alguns. Em vez de avivamento vemos frieza e mundanismo invadindo a igreja. Provas inequívocas da grande mentira que é a confissão positiva, pois o avivamento não é fruto do que o crente declara, mas do que Deus realiza por Sua soberana vontade.

 

Atribuir autoridade às palavras de uma pessoa (mesmo que ela seja cristã) extrapola os limites bíblicos. Além disso, não é verdade que haja essa diferença entre logos e rhena. Deus é Senhor e soberano e nós os seus servos. O Senhor Jesus nos ensinou na chamada Oração do Pai Nosso: "Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu", Mateus 6.10. Essas duas palavras gregas são usadas alternadamente para indicar a Bíblia. A Septuaginta usou o termo rhena tou theou, "palavra de Deus", para designar a Bíblia em Isaías 40.8. A mesma expressão reaparece no Novo Testamento grego (1 Pedro 1.25). Isso encontramos também nos escritos paulinos (Efésios 6.17) e, no entanto, encontramos também logos tou theou para designar a Bíblia em Marcos 7.13.

 

A Bíblia diz que devemos confessar nossas culpas para que sejamos sarados (Tiago 5.16) e isso não parece ser confissão positiva. O Apóstolo Paulo afirma haver se contentado com a abundância e com a escassez (Filipenses 4.11-13). É verdade que a doença é consequência da queda do Éden, mas dogmatizar que todos os enfermos estão em pecado ou não têm fé é ir além do que está escrito. Há casos de pessoas que foram enfermas por desobediência a Deus (Números 12.10). Por outro lado, há casos de homens de Deus serem enfermos fisicamente. Timóteo (1 Timóteo 5.23) e Trófimo (2 Timóteo 4.20) são exemplos. Devemos ter discernimento para sabermos quando o caso é puramente clínico e quando é espiritual.

 

As Sagradas Escrituras ensinam que nem a pobreza nem a riqueza são virtudes, e elas não tratam a pobreza com desdém. Não devemos ir para um extremo e nem para o outro (Provérbios 30.8-9). É verdade que a riqueza é bênção de Deus, desde que seja adquirida de maneira honesta, não vise exclusivamente aos deleites (Tiago 4.3) e não venha dominar a pessoa. Também é bom saber que a pobreza não é símbolo de maldição divina (Provérbios 17.1 e 1 Timóteo 6.7-9). Portanto, a confissão positiva é uma crença sem fundamento bíblico.

 

 

O VERDADEIRO AVIVAMENTO

 

Nosso texto de destaque fala da redescoberta do Livro da Lei (A Palavra de Deus) nos dias do rei Josias (II Crônicas 34:15) e aponta para a restauração do verdadeiro culto ao Senhor e do profundo avivamento espiritual que inundou Israel naquele período. Nada ali se compara ao que hoje recebe essa qualificação.

 

Um dos mais conhecidos textos de toda Bíblia também se encontra em II Crônicas, precisamente em 7:14, que nos diz: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.”

 

 

A partir dessa passagem, vemos em que consiste o verdadeiro avivamento, que traz cura, paz e prosperidade ao povo de Deus e o que deve fazer de fato o povo de Deus para obtê-lo:

 

1. Se humilhar perante a face do Senhor - o oposto da confissão positiva, que dá ao crente ao poder de concretizar o que deseja pelo uso de sua palavra declarada.

 

2. Orar - vida de oração é desprendimento material, pois consiste no máximo de desligamento do mundo e seus sistemas para que haja uma contínua aproximação com a presença de Deus.

 

3. Buscar a face do Senhor - Deus é onipresente, mas Sua benção real requer nossa iniciativa, nossa procura, nossa ida em sua direção. O verdadeiro avivamento não brota no comodismo.

 

4. Se converter de seus maus caminhos – avivamento requer e produz mudança de vida. O pecado não é desfeito na vida de um cristão por suas “declarações de fé” e mesmo que elas existam, nada produzirão se não forem precedidas por uma conversão sincera.

 

CONCLUSÃO

 

Nestes dias tão tenebrosos para a Igreja brasileira, é necessário um retorno à mensagem das Sagradas Escrituras. A única maneira de nos livrarmos do engano religioso que tem cegado e destruído a fé bíblica é taparmos os ouvidos aos modismos que nos são apresentados a cada dia pelos animadores de palco religiosos, e voltarmos a acreditar na simplicidade do evangelho que nos foi revelado pelo Senhor.

 

Eu acredito que Deus levantará um rebanho no meio da Igreja brasileira que não aceitará mais o engano religioso. Que repudiará a autoridade papal que alguns líderes tem exercido sobre o rebanho do Senhor. E esta reforma será produzida pela maneira como Deus tem restaurado seu povo ao longo dos séculos: pela redescoberta da Palavra de Deus.

 

Se você quiser permanecer no caminho de Deus, não se aparte das Sagradas Escrituras!

 

 

 


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