CRENTE VOTA EM QUEM?

28/08/2014 02:16

 

 

 

Magno Antonio – Jundiaí (SP)

 

Pastor, aqui na igreja onde eu me congrego está havendo uma polêmica. Nosso pastor apresentou um candidato que também é pastor e faz uma espécie de estudo bíblico onde ele quis provar que temos que votar de acordo com a orientação dele. Alguns irmãos não estão aceitando essa palavra e os outros estão condenando esses que não aceitam. Afinal, como deve ser a atitude do cristão nas eleições? Crente vota em quem Pastor Reinaldo?

 

Resposta

 

Meu amado irmão Magno, muito obrigado pela confiança. Tentarei ajudá-lo a compreender melhor essa questão.

 

Lamentavelmente, nesse período é sempre assim. Igrejas viram palanques, pastores e padres agem como coronéis e passam a encabrestar votos, obviamente visando um retorno pessoal e até mesmo o mais voraz dos lobos surge com a singeleza de uma ovelha, solicitando o nosso voto.  Veja você que a própria Presidente da República, que pertence a um partido que cria ou apoia projetos de leis anticristãos e contrários à família, como os que abrem espaço para o aborto, profissionalização da prostituição, cartilhas gay para crianças de escola pública, casamento gay, adoção de crianças por casais gays e até financiam com dinheiro público a depravação a céu aberto que atende pelo nome de paradas gay, agora se aproxima de lideranças evangélicas e se diz temente a Deus. Isso apenas a título de exemplo, pois a situação chega a ser bem pior quando partimos para um aprofundamento do quadro.

 

Essas considerações introdutórias servem apenas para mostrar que sua dúvida é extremamente relevante e que esse debate precisa ser feito a nível nacional, de forma isenta e bíblica, a fim de que nossas igrejas não continuem sendo tratadas como currais eleitoreiros.

 

Agora vamos diretamente à sua resposta.

 

Um evangélico não deve votar em um candidato apenas pelo fato dele se afirmar irmão. Não há sentido bíblico ou lógico em votar em uma pessoa apenas pelo fato dela professar a mesma fé. Nem todo aquele que se diz cristão o é em verdade. Nem todo irmão, mesmo sendo sincero e honesto, está preparado para a vida pública.

 

Um evangélico não deve votar em um candidato que prometa benefícios para sua vida, família ou igreja. Esse princípio egoísta de escolha é o mesmo que faz o político desviar verbas e favorecer determinados grupos, o que constitui um ato de desonestidade e corrupção, absolutamente antagônico a todos os princípios morais e de fé dos verdadeiros evangélicos. Devemos votar em indivíduos que trabalharão para a sociedade como um todo e não apenas para determinado grupo.

 

Um evangélico não deve votar em quem o líder exigir. Pastor não é guru e igreja não é curral. Nenhum pastor, seja ele um dirigente local ou um presidente de convenção, tem o direito, muito menos o dever, de determinar em quem você vai votar. Triste, porém é constatar que muitos fazem uso desse crime, devido a ausência do mínimo senso de cidadania em diversas comunidades cristãs.

 

Um evangélico não deve votar em um candidato que é pastor. Se Deus chamou um indivíduo para ser pastor, uma tarefa tão excelente e árdua, não presumo que seja possível a qualquer homem coincidir o ministério com outra tarefa sobremaneira exigente. Claro que não estou falando de administradores, pregadores ou “pastores” de finais de semana - estou falando de pastores bíblicos. O Reino e o rebanho sairão prejudicados. Se um pastor sente-se habilitado e deseja seguir em carreira política deve abandonar o ministério e retirar o “Pr.” do seu cartaz de propaganda, que serve apenas para atrair os votos dos incautos. E para aqueles que nos acusam de apoiar a presença de ímpios no poder em lugar de homens santos, eu volto a dizer que somos contra a presença de pastores no meio político e não de cristãos verdadeiramente levantados por Deus para essa obra. Uma coisa é bem diferente da outra.

 

Por fim, surge nos corações agitados a pergunta derradeira: em quem o evangélico deve votar? A resposta é simples, como em toda decisão que o cristão deve tomar, sobretudo em decisões sérias como a escolha de representantes políticos, primeiramente ele deve orar. Depois é necessário ponderar na sabedoria do homem espiritual e votar em candidatos que não tenham índole duvidável, que sejam tementes a Deus, favoráveis aos valores de preservação da família e capazes de exercer com honesta competência a administração pública.

 

 

 

 


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