DEVEMOS ACREDITAR EM NOVAS PROFECIAS?

13/04/2013 09:49

 

Pergunta enviada por Ana Glória Loredo – Belo Horizonte (MG)

 

Irmão Reinaldo, eu me sinto muito confusa com a questão das revelações dentro das igrejas. Hoje em quase todos os cultos, nos programas evangélicos da tv ou do rádio a gente ouve a todo instante os pregadores falando em coisas novas para os nossos dias que Deus estaria lhes revelando. Isso tem trazido muitas mudanças em nossas igrejas. Eu sou crente há mais de 40 anos e posso dizer isso, pois a igreja de hoje é muito diferente de como era na época que aceitei Jesus. Me diga meu irmão, é certo essa coisa novas profecias? Deus realmente revela doutrinas hoje que Ele não revelou aos antigos?

 

 

Minha querida irmã Ana, sua pergunta é sobremodo relevante. Tenho tamanho interesse pelo tema que já trabalho no projeto de um livro inteiro voltado apenas para essa questão. O entendimento equivocado a esse respeito tem desfigurado a Igreja do Senhor e condenando-a a uma crise de identidade teológica sem precedentes. Por esse motivo, tentarei ser breve e em linhas gerais, responder cabalmente à dúvida enviada pela amada irmã, usando o livro do apóstolo Judas como referência.

 

A Palavra de Deus destaca o perigo de existirem pessoas que falam acerca de Deus e se apresentam ao mundo como seus seguidores, mas não ensinam a verdade a Seu respeito.

 

Jesus nos alertou para os: "falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas que por dentro são lobos roubadores" (Mateus 7:15).

 

O apóstolo Paulo chegou a enfatizar que, mesmo dentre os presbíteros de Éfeso, se levantariam "homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles" (Atos 20:30). E Judas (irmão de Jesus) exorta os discípulos a ficarem atentos aos homens que não pregam a fé verdadeira.

 

Em seu livro, Judas 1-4, nós o vemos fazendo um upelo à batalha (1-4). Muitos teólogos acreditam (e eu também) que Judas era irmão do próprio Jesus (veja Mateus 13:55), mas se descreve simplesmente como servo, algo que ele tem em comum com todos que são "chamados, amados...e guardados em Jesus Cristo" (1-2). Desejando escrever da salvação comum entre eles, Judas viu a necessidade de encorajá-los a batalharem "diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (3).

 

A "fé" à qual Judas fala é a doutrina revelada por Cristo e seus apóstolos e profetas (veja Efésios 3:3-5; Atos 6:7, 8:13; Gálatas 1:23). Esta doutrina já havia sido entregue aos santos "uma vez por todas" durante a vida de Judas, no primeiro século. O motivo da exortação a lutar é que algumas pessoas entraram desapercebidas no meio dos irmãos e estavam ensinando como doutrina práticas que levariam os discípulos a abusarem da graça do Senhor e negarem a autoridade absoluta dEle (4). Quem não lutar, preparado pelo conhecimento e pela prática da fé revelada por Cristo, por sua ignorância e sossego cairá em castigo com os homens condenáveis que apregoam doutrinas falsas e mentirosas.

 

Condenação dos ímpios (5-16)

 

Deus nunca aceitou rebeldia contra sua autoridade: não de seu próprio povo escolhido (5), nem de anjos (6), nem de outros povos na terra (7). Judas avisa que aqueles que ensinam libertinagem são rebeldes, sem respeito pelo governo de Deus (8-9). Não compreendendo a graça do Senhor, agem feito animais (10), e seguem os mesmos caminhos de homens como Caim, Balaão, e Corá (11; veja Gênesis 4; Números 22-24; Números 16-17). Com imagens fortes Judas mostra que a aparência de homens como esses é puro engano, e que Deus, desde muito, prepara juízo contra sua impiedade, sensualidade, arrogância e ganância (12-16).

 

Contra falsos mestres (17-25)

 

A luta para escapar do engano começa com a palavra revelada, que tanto ensina o caminho reto como mostra o caráter dos enganadores (17-19). É necessário crescer na fé, estudando a palavra e orando ao Senhor com amor e com a forte esperança de alcançar a vida eterna (20-21). Depois dos cuidados pessoais, é também necessário ajudar outros a superarem suas dúvidas e fraquezas (22-23). A verdadeira garantia da vitória é que Deus tem o poder e a vontade de salvar todos que buscam servi-lo honestamente e que com humildade se submetem à sua soberania eterna (24-25).

 

Conclusão

 

Se a fé já foi entregue "uma vez por todas", como está claramente escrito em Judas 1-4, obviamente não devemos seguir ou esperar revelações novas. Quem ensina algo diferente a esse respeito, procede desse modo por ignorância ou por má intenção, o que devemos discernir com a ajuda do Espírito de Deus, à luz de Sua Palavra.

 

A Bíblia é a plena e inerrante revelação da Palavra de Deus para a Igreja e para o homem do mundo inteiro. Ela é a nossa regra de fé e de conduta. Tudo quanto nela se insere deve ser seguido. Tudo que ela não profere, não apoia ou não afirma com clareza, deve ser objeto de desconfiança e repúdio.

 

Os únicos profetas aceitáveis nos dias atuais são os pregadores da Palavra de Deus, que nela firmados e pautados, retransmitem, com sóbrio e reverente esclarecimento, as Suas verdades.

 

Portanto, minha querida irmã, essas “novidades” que temos visto na moderna fase da Igreja – e que causam tristeza em todos os verdadeiros filhos e filhas de Deus – são apenas sinais dos últimos tempos, onde a multiplicidade da falsa profecia e o surgimento de lobos vorazes, seria um traço marcante de que O senhor já está próximo e de que devemos nos manter vigilantes, para que não caiamos nos laços e armadilhas de suas mentiras.

 

 


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