Entre a religiosidade e a obediência

07/09/2014 02:13

 

 

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus,

mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

(Mateus 7:21)

 

 

Há uma profunda diferença entre fé sincera e ativismo religioso. A meu ver isso se evidencia claramente na luta travada pela natureza humana (errante, decadente, vaidosa, depravada e obstinada) contra a nova natureza obtida em Cristo (renovada, aliada do bem, inimiga do pecado, altruísta, humilde e comprometida com a Palavra de Deus).

 

A experiência que o mundo entende como religiosa pode simplesmente parar nesse nível, quando não evolui para o patamar da essência maior, que consiste no despojamento do velho homem, com suas inclinações, predileções e cadeias, para o alcance de um estágio onde aprendemos a nos despertencer, passando a assumir uma vida de total obediência a Deus, com base nos parâmetros estabelecidos pelas Escrituras.

 

Todavia, esse não é um processo involuntário. A natureza cristã não é um transe que nos sequestra de nosso próprio livre arbítrio, levando-nos a proceder pela força imperativa de alguma entidade externa a nós. Quando isso ocorre, estejamos certos de que não se trata de algo que procede de Deus.

 

A evolução do cristão a uma maior semelhança com o seu Senhor, passa pela decisão feliz e voluntária de servi-lO. E isso não é complicado, como querem e propõem alguns.

 

A complicação nasce a partir do momento em que o homem introduz seus “aditivos morais ou moralistas”, criando um evangelho paralelo, uma versão pós moderna do farisaísmo, que usurpa para si a suposta equiparação com a própria Palavra de Deus (coisa inconcebível).

 

É muito bom pertencer a um seguimento cristão e unirmos forças com aqueles que decidem pela mesma vereda. No entanto, as religiões são instituições humanas, passíveis (por óbvia constatação) a equívocos e limitações, que são itens inerentes à própria condição humana.

 

A Palavra de Deus é a nossa única, verdadeira e suficiente regra de fé e conduta. A cultura religiosa, com seus usos e costumes, podem ser um acessório positivo ao exercício da fé bíblica, mas também podem se tornar um empecilho à mesma, na medida em que ostentam a ilusão de que a ela são comparáveis ou compatíveis.

 

É por isso que a decisão de pertencer a um grupo religioso não pode ser baseada por tradição familiar ou por simpatia ideológica. A moderna geração busca igrejas com o mesmo simplismo com que escolhe uma calça que melhor se ajusta ao seu tamanho corporal. Contudo, o ambiente adotado por aqueles que almejam servir a Deus deve ser um cenário bíblico, de respeito pleno a tudo quanto estabelece a Palavra de Deus, livre de tradições humanas, de influências sincréticas, de cultos idolátricos onde a glória de Deus é transferida para falsos ídolos ou mesmo de celebração à personalidade humana, por meio de uma teologia narcisista, que estimula o amor ao ego, o apego ao dinheiro, legitimando o sonho materialista daqueles que não conseguem enxergar a vida além do chão em que pisam.

 

Pertencer a uma igreja, portanto, pode ser um grande privilégio. Mas, igualmente, um imenso engano, quando se veste a camisa do partidarismo faccioso, quando se cai no poço fundo do pecado sectário e da infernal ideia de que “a minha igreja é a verdadeira igreja” e, acima de tudo, quando não se parte da premissa de que servir a Deus e amá-lo obedientemente é de fato o que importa e que repercutirá positivamente por toda a eternidade.

 

Seja cristão. Congregue-se numa igreja verdadeiramente cristã, que ama e prega a genuína e bíblica Palavra de Deus. A igreja nunca lhe salvará, mas é de extrema importância que você esteja ligado a ela. Todavia, entre ser religioso ou ser uma vida a serviço do evangelho, entre ser um escravo de regras e tradições ou servir de coração a Jesus, opte pela segunda alternativa. A religião te liga a Deus, mas Jesus é o próprio Deus!

 

 

 

 


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