Entre os levitas de ontem e os blasfemos de hoje

25/09/2014 02:03

 

"Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios,

mas o seu coração está longe de mim."

(Mateus 15:8)

 

 

Em I Crônicas 9: 33, surgem os cantores levitas, cujo ofício era o de cantar dia e noite ao Senhor, por isso estavam livres de qualquer outro trabalho. Esses sacerdotes músicos moravam em câmaras especiais na própria área do templo e faziam revezamento para que o louvor e a adoração a Deus jamais cessassem.

 

Naturalmente o ministério levítico, tal qual instituído na antiga aliança, já não é cabível nesses tempos da Graça em que vivemos. Isso, porém, não implica em seu desmerecimento ou mesmo na desconsideração para com os aspectos espirituais que devam caracterizar seus integrantes. A santidade e a seriedade para o exercício deste extraordinário ministério, ainda perduram igual com o passar do tempo.

 

A música é um ministério e não uma profissão

 

Aqueles que hoje fazem da música cristã tão somente um gênero a mais da indústria fonográfica, estão agredindo a glória de Deus e mercantilizando esse sagrado ofício. O simples fato de existirem gravadoras evangélicas, que seguem formatos e estratégias de mercado, que lidam de forma artística com seus filiados e que abocanham verdadeiras fortunas com a vendagem da música cristã, já é algo profundamente sacrílego, blasfemo, vergonhoso, que deveria ser publicamente repudiado por todos aqueles que possuem algum papel de liderança dentro das denominações ou alguma influência no nosso meio cristão.

 

A música é uma oferta antes de ser uma arte

 

Quando surgiram os primeiros cantores levitas, era-lhes dada a clara orientação de que todo o resultado desse talento deveria nascer e se destinar ao tributo Divino. Ou seja, Deus é alvo da canção cristã, que em todas as instâncias deve louvá-lo e adorá-lo.

 

A existência de cantores cristãos que se veem e apresentam como artistas, inclusive portando posturas similares ao mundo secular, incrementa ainda mais esse sentimento de vergonha, que deve ser motivador de nosso protesto.

 

Talento e espiritualidade

 

Os levitas ministravam dia e noite para o louvor do Altíssimo. Obviamente disso podemos deduzir um grande aprimoramento e uma forma perfeita de apresentar a Deus essas canções.

 

Todavia, esse era um aspecto externo do ministério que não se dissociava da principal característica interna: a consagração.

 

Os cantores e cantoras de hoje, que acenam para os aplausos idólatras de seus fãs, que fazem exigências em hotéis de luxo, que cobram cachês, que se apresentam em casas de espetáculo, que não dispensam todos os recursos do culto á personalidade e do narcisismo característico aos padrões de beleza do mundo, certamente cairiam fulminados pela justiça de Deus, caso ainda estivéssemos na antiga aliança. 

 

Um recado à Igreja

 

Uma visão superficial mostra o estado da igreja atual no que tange ao aspecto musical. O sagrado foi substituído pelo artístico e o dinheiro se tornou a maior motivação daqueles que se profissionalizaram nessa impostora versão levítica moderna.

 

A igreja de Deus é um santuário de adoração e louvor. Um arraial de salvação e um campo fértil de disseminação da graça e do poder de Deus.

 

A casa de Deus não é um palco para dançarinos e nem uma plataforma para shows.

 

O nosso olhar triste e decepcionado diante da radiografia que se nos apresenta, seguramente não ofusca a visão futura que temos do que Deus há de trazer terrível juízo sobre todos aqueles que tão flagrantemente profanam Sua Casa.

 

 


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