Escolhidos para vencer as circunstâncias

03/04/2014 10:06

 

 

“Não fostes vós que me escolhestes a mim;

pelo contrário, Eu vos escolhi a vós.”

(João 15:16)

 

 

Li certa vez a respeito do Dr. Wilfred Grenfell, famoso médico-missionário americano, que conheceu uma jovem no navio, quando estava a caminho de seu campo de trabalho no exterior. Apaixonou-se por ela quase imediatamente, e dentro de muito pouco tempo declarou-lhe a sua intenção de casar com ela. Tomada de surpresa, a resposta da moça foi:

 

- Mas como, rapaz, se você nem sabe o meu nome? (Ela queria dizer "sobrenome".) 


Rápido como um relâmpago, Grenfell respondeu:

 

- Posso não saber seu nome, mas sei qual vai ser.

 

A moça gostou da saída de Grenfell. Aceitou sua proposta, que culminou num feliz casamento.


Este exemplo real me faz pensar num princípio que é igualmente muito verdadeiro. Todos os seres moralmente responsáveis têm a faculdade da escolha. Quando nascemos de novo, escolhemos a Cristo, mas na realidade estamos meramente confirmando uma escolha que foi Ele quem fez. Antes que você e eu escolhêssemos a Cristo, Ele já nos havia escolhido. Efésios 1:4 nos diz que Deus fez essa escolha em Cristo "antes da fundação do mundo". A escolha incluiu a todos. "Deus não faz acepção de pessoas." Atos 10:34. Ele "deseja que todos os homens sejam salvos". I Timóteo 2:4.

 


Nem todas as pessoas, entretanto, serão salvas, porque podemos rejeitar a escolha que Deus fez. Ele poderia, logicamente, forçar-nos a aceitar a Sua escolha, mas nunca o fará porque deseja tão somente o serviço baseado amor. Afinal, esse é o único tipo de serviço que vale a pena receber. Estou certo que o Dr. Grenfell (do exemplo citado acima), mesmo desmedidamente apaixonado, não considerava um casamento por força e violência, mas que sua futura esposa, de modo voluntário e igualmente amoroso, tivesse o mesmo propósito. Deus também espera que o amemos de forma natural e voluntária.



Mas essa constatação vai ainda mais longe. Lembro-me das palavras do rei Amazias ao homem de Deus: “Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? Respondeu-lhe o homem de Deus: Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor”. II Crônicas 25:9.

 

Amazias havia formado um exército de 300.000 homens para combater Edom, e depois havia contratado ainda 100.000 mercenários do reino de Israel por 100 talentos de prata. Hoje, essa prata seria equivalente a um milhão de dólares (não muito em termos de gastos militares hoje em dia, mas uma fortuna respeitável naquele tempo).



Foi então que certo "homem de Deus", um profeta, chegou com a mensagem. Se Amazias fosse à guerra com seus mercenários israelitas como aliados, o Senhor faria com que ele caísse diante do inimigo, "porque o Senhor não é com Israel". II Crônicas 25:7. Amazias acabaria perdendo os cem talentos, bem como o apoio do exército israelita. Que deveria fazer?



Você já enfrentou um dilema parecido? Alguma vez você já investiu recursos, inocentemente, em algo que prometia amplo retorno, mas que acabou sendo um negócio questionável? Nessas situações, é melhor entrar no reino sem um "olho direito" ou sem a "mão direita" (Mateus 5:29 e 30), do que "ganhar o mundo inteiro e perder [quem sabe] a alma". (Mateus 16:26).

 

Você decide como agir. “Sede todos de igual ânimo, compadecidos... não pagando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados.” (I Pedro 3:8 e 9).

 

Os cristãos são chamados a viver a regra áurea, independentemente de como são tratados pelos outros. Isso é contrário à caída natureza humana, mas alguém que se tenha tornado participante da natureza divina é capacitado a viver por esse princípio.



Alguns têm semelhança com anfíbios. A temperatura corporal dos anfíbios (um tipo de criatura que inclui os sapos e a salamandra-aquática) é determinada pelo ambiente. Quando a temperatura ao redor de um anfíbio se eleva, a temperatura do corpo dele sobe; quando a temperatura-ambiente baixa, sua temperatura corporal cai.

 


Você conhece alguém, por exemplo, que deixou de frequentar a igreja porque os membros pareciam indiferentes? Se é verdade que a igreja é fria, essa pessoa assumiu a temperatura de seu ambiente.

 


Li acerca de dois homens que viviam perto de um pantanal. Nenhum deles gostava de morar ali. Um deles mudou-se. O outro drenou o pântano e o tornou habitável. Pergunte a si mesmo, assim como eu me pergunto: "Com qual desses homens eu me pareço mais?"

 

 

 

 


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