Ídolos e idólatras. A nova face da igreja

08/02/2014 02:33

 

 

 

"Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam:

Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós,

e purificai-vos, e mudai as vossas vestes".

(Gênesis 35:2)

 

 

Qualquer cristão provido de um mínimo conhecimento bíblico percebe o quanto Deus odeia a idolatria. Em I Coríntios 6:9 Deus alerta que os idólatras não herdarão o Reino dos céus. Noutra parte das Escrituras lemos: “Não terás outros deuses diante de mim”. (Êxodo 20:3). Podemos ficar horas citando trechos bíblicos acerca da mesma verdade: Deus deve estar em primeiro lugar de nossas vidas. Aqueles que querem ser verdadeiros adoradores deverão ter olhos para um só Deus. Isto é uma verdade inquestionável e de impossíveis novas interpretações.



Também é verdade que a Igreja precisa ter modelos, precisa ter exemplos de vida com Deus, exemplos em todas as áreas de liderança, pastoral, nas artes, missões etc. A estas pessoas chamamos de referenciais. Paulo era um referencial de sua época: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam”. (Filipenses 3:17). Precisamos ter líderes que nos dirijam, que nos abençoem, que nos ajudem a chegar aos níveis já alcançados por eles, que nos deem um norte em Deus.



Referenciais têm um enorme poder de influência sobre as pessoas como um todo. É por isso que quando algum destes referenciais cai em pecado, muitas pessoas caem em desilusão e os mais fracos tendem a abandonar a fé. Em geral, o povo é abalado quando um líder ou um referencial de grande influência comete falhas em público. E quanto maior o escândalo, maior é o estrago. A Bíblia alerta: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado...” (II Coríntios 6:3).



Um desses escândalos, o qual se constitui num erro grandioso que a Igreja de hoje tem cometido, e por conta disso sofrido sérias consequências, é o pecado da idolatria.



Não há outras palavras para se dizer uma verdade dura que já está sendo ecoada no Brasil: a Igreja brasileira fez de seus referenciais grandes ídolos como o bezerro de ouro erguido pelo povo de Israel no deserto (Êxodo 32:4). Isto nós fizemos e por isso estamos pagando um preço tão caro. A Lei da Semeadura está valendo ainda hoje. A Igreja plantou idolatria e hoje colhe um estado de letargia espiritual, de desorientação teológica e de perda de identidade. Por conta de tão descarada idolatria, a igreja incha e pensa que cresce, torna-se notória muito mais pelos maus exemplos do que pelo bom testemunho. Uma crise de fé, que infelizmente só está começando.



Quem é o responsável por este show de horrores? Quem é o culpado? Penso que o culpado somos todos nós que fazemos parte da igreja, pois temos alimentado ídolos. Damos a eles o que eles pedem, e é por isso que as exigências aumentam a cada dia. Enquanto pagamos 80 mil reais para um irmão cantar num evento, deixamos missionários passando fome aqui no Brasil e lá fora. E quem causa maior prejuízo ao inferno? Um cantor gospel que grita e saltita num palco ou um pregador do evangelho que arranca almas da morte eterna? Com a palavra, sua consciência!

 

 

A gravidade do problema se expressa na “lei do silêncio”, que segrega uns poucos que ainda são capazes de denunciar os pecados da igreja. Se alguém se levanta contra a vergonhosa e absurda cobrança de elevados cachês e das exigências feitas pelos astros gospel, dos pecados escondidos, da rebeldia contra os pastores, da idolatria escrachada, da capacidade flagrante de alguns crentes se declararem fãs e de outros aceitarem para si tal glória - imediatamente passa a ser apedrejado pelos fãs idólatras deste ou daquele determinado “artista (deus) gospel”. Os valores se invertem e aqueles que combatem a favor do evangelho são taxados de inimigos da igreja. 



Entretanto aqui estamos tecendo pesadas críticas contra a idolatria na igreja e não contra a igreja. Estamos denunciando o pecado, não o pecador!. Se a Igreja não acordar colherá frutos tenebrosos. Se sabemos da existência de um Deus verdadeiro, se conhecemos o Seu amor, e o trocamos deliberadamente por “bezerros evangélicos”, vamos pagar caro por isso.

 


E aos que discordam de nossa abordagem, algumas singelas perguntas:

 

 

Quanto Jesus cobrou para exercer seu ministério e morrer na cruz por nós? Qual foi o cachê que Paulo cobrou para ser aprisionado junto com Silas nas piores prisões da época? Quais foram as exigências de nossos irmãos que morreram recentemente na China por não negarem o Evangelho? Quanta glória Jesus quis tomar para si quando o chamaram de bom mestre? Quantas viagens Paulo negou por não atenderem suas exigências?

 

Precisamos urgentemente de referenciais que apontem para Deus. Precisamos de mártires. Precisamos de humildade, simplicidade e pureza de espírito. Precisamos nos arrepender. Precisamos saber que “...o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. (Filipenses 1:21)

 

 
Morte: é o que a igreja está precisando. Morte de delitos e pecados, do ego obeso de vaidades, do romance depravado com o mundo, da banda podre nas almas indecisas, da hipocrisia que professa um compromisso com Deus que não resista ás ofertas de Mamom. A missão de Jesus foi cruz, foi morte. Mas os cristãos de hoje querem palcos, aplausos, dinheiro e fama.

 

 

Se a sua alma odeia essa podridão tanto quanto a minha, estejamos juntos em oração e profecia. Mas se o seu coração está preso a esse falso evangelho, quer na posição de idólatra ou de idolatrado, arrependa-se e converta-se ainda hoje, abdique da glória e lance-a sobre o Único que a merece, que é Cristo Jesus,  pois o seu status na igreja nada fará ante o iminente juízo que aguarda todos aqueles que assim procedem!

 

 

 


 

 


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