Igreja Cristã. Lugar de cura ou reduto patológico?

12/03/2014 01:11

 

 

 “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas,

pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças

e enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria;

 trouxeram-lhe, então, todos os doentes,

acometidos de várias enfermidades e tormentos:

endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou.”

(Mateus 4:23-24)

 

 

Ao longo dos séculos muitos teólogos têm apontado as marcantes distinções que podem ser traçadas entre Jesus e qualquer líder religioso já conhecido pela História. Apesar da estrutura humana que assumiu, Seu coração, Seus métodos e Suas ações sempre foram superiores a tudo que já vimos ou ouvimos. Suas palavras tinham o peso da verdade e Suas obras eram o crédito de Seus discursos. Quando escuto determinadas pessoas afirmando que o culto foi uma benção e que Deus operou maravilhas, percebo o quanto a atual cristandade nada sabe acerca do poder de Deus. Gritos, pulos, músicas, danças e outros rituais, atualmente satisfazem a fome e sede por engodo emocional, mas nos dias de Jesus havia felicidade para as almas e derrota para o inferno. Jesus não era um falastrão manipulador. Ele curava, libertava, gerava vida e salvava. Quanta diferença para o que vemos hoje!

 

Jesus percorria a Galiléia, ensinava nas sinagogas (igrejas), pregava o evangelho e curava toda sorte de doentes que havia dentre o povo. Percorrer, pregar e curar. Eis a tríade ministerial que constitui o resumo de nossa missão nesse mundo enquanto Igreja de Cristo.

 

Tem sido difícil, porém, percorrer. Satanás tem trabalhado habilidosamente para que a Igreja não percorra, não ande, não se mexa, não vá. O Ide do Salvador perde-se no vazio de nossas agendas lotadas e a Igreja que deveria percorrer prefere acomodar-se na sua glutonaria por números e por ostentação. A teologia do momento não é mais uma missão de semeadura. Técnicas empresariais substituíram o espírito missionário. A Igreja que passava anos trabalhando arduamente no campo, agora prefere o aluguel de pontos comerciais. Nem suor, nem lágrimas e nem sangue. Apenas muda-se de endereço, caso “a colheita não seja farta”. Uma Igreja obesa que se julga crescida, vencida pela inércia, deslumbrada pelas panelas do Egito, que não percorre, cujo campo se limita às suas próprias paredes e que serve indiretamente aos interesses do inferno.

 

O que dizer dessa moderna igreja que grita, que urra, que berra, que canta e que esperneia? Ela só causará prejuízos ao inferno quando pregar. Nunca se viu, todavia, tamanho marasmo e desinteresse pela obra evangelística, na mesma velocidade em que nunca se viu tanta carnalidade mundana se dizendo evangelismo. O romance entre cristãos e o mundo, já não cabe na clandestinidade dos atos sorrateiros de alguns e hoje recebe até mesmo o nome de ministérios em muitas igrejas. É a apostasia institucionalizada, o mundo com maquiagem cristã e o inferno com status de suposto céu.  Jesus era um pregador e não um promotor de eventos. Porventura podemos dizer o mesmo dos "apóstolos" atuais?

 

Consequentemente, como esperar que se promova cura onde sequer existe saúde própria? Há uma legião de “profetas” que estão muito mais contaminados e adoecidos que aqueles a quem julgam estarem curando com suas mensagens e ministrações. Onde estaria a autoridade daqueles que “determinam”, que “profetizam”, “que ordenam”, se seus próprios corações já sucumbiram a patologias egocêntricas, materialistas, sensuais, arrogantes e mundanas? O argueiro no olho remove o direito de quem critica o cisco alheio. Semelhantemente, a doença de caráter tira toda credibilidade de quem se julga um emissário da cura de terceiros.

 

Jesus é a cura definitiva de todos os males do homem e do mundo. A Igreja é a Sua legítima agência de viabilização dessa cura. É por isso que Satanás nos imobiliza, nos cala e nos adoece. Ele sabe que as portas do inferno não podem prevalecer contra o sagrado lugar que cura, exceto se esse mesmo lugar vier a se tornar um reduto patológico.

 

O joio existe, o trigo também. Mas a decisão de ser um ou ser outro, pertence a cada um!

 

 

 

 

 


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