Muito cuidado com as novidades

26/05/2013 23:54

 

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou

à graça de Cristo para outro evangelho;

O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam

e querem transtornar o evangelho de Cristo.

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho

além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”

(Gálatas 1:6-8)

 

Desde os primórdios do cristianismo se levantam homens e mulheres dispostos a transtornar o verdadeiro evangelho de Cristo, inserindo nele as suas inovações, transformando-o em um outro evangelho, adaptado às “evoluções” e “culturas” das épocas ou às “visões exclusivas” que determinados “profetas” alegam receber sobrenaturalmente.

 

Paulo, porém, instrui aos crentes da Galácia sobre a grande verdade que não existe outro evangelho, além do original. E, portanto, ainda que ele próprio, o qual lhes havia anunciado primeiramente o evangelho, ou outro dos apóstolos, ou ainda mesmo que um anjo do céu anunciasse outro evangelho diferente do que já haviam recebido, este mensageiro seria “anátema”, coisa de nenhum valor e maldita.  

 

Ao longo da história da igreja cristã, o evangelho sofreu vários momentos de transformações pontuais, e sempre que isso ocorreu, automaticamente ele deixou de ser o genuíno evangelho de Cristo. Um exemplo clássico que podemos citar foi a conversão do imperador romano Constantino, o que levou a uma junção de igreja e estado e a adesão ao cristianismo de muitos pagãos que na verdade não amavam a Cristo. Isso tudo fez com que este evangelho anunciado de ser o de Cristo para se tornar o evangelho de Roma.

 

No entanto, todas as vezes que a mensagem salvadora de Cristo foi transtornada, Deus despertou homens para retornarem às raízes do verdadeiro evangelho. Homens comprometidos em viver o evangelho de Cristo na sua forma mais primitiva, pura e original.

 

Nos dias de hoje a realidade não é diferente, pois são inúmeros os que querem modificar o evangelho. A intenção dos tais aparentemente consiste em aperfeiçoar o reino de Deus, pois a palavra de ordem hoje é evoluir e/ou adaptar. Entretanto, tudo que Deus faz, o homem não pode jamais melhorar, pois os caminhos do Senhor são infinitamente mais altos que os nossos.   

 

Não são poucos hoje os que surgem com teses mirabolantes, teorias complicadas acerca da fé cristã. Mas o conhecimento do mistério do evangelho não se alcança por sabedoria, mas por simplicidade: “ Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.” (Lucas 10:21)

 

A verdade do Reino de Deus é tão simples que até os leigos podem entendê-la. Basta ter fé! Por isso Paulo nos exorta a não darmos ouvidos aos que procuram corromper a verdade e nos apartar da simplicidade do evangelho: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” (II Corintios 11:3)

 

O evangelho dos cristãos primitivos primava pelo amor fraternal, pela comunhão e o Senhor Jesus estava no centro. O evangelho de muitos hoje, prima pela ganância, pelo misticismo, pelo egoísmo e não serve a ninguém, exceto os seus proclamadores. Não convém que tal evangelho seja o nosso!

 

Que todos nós saibamos pesar e discernir os espíritos, rejeitando com coragem e determinação todas as “novas visões” e “novidades” da modernidade, vivendo de forma humilde e piedosa o evangelho de Cristo na sua forma mais primitiva.

 

 

 

 


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