NUNCA SEREMOS

23/02/2012 09:58

 

Bebo na fonte das migalhas que o destino me oferece eventualmente
E silenciosamente deleito-me em cada segundo que te avisto
Do fato imprevisto eu me abasteço na luz de ti proveniente
Sonhando qual botão florescente que há de ser eterno teu registro!
 
Vejo em teu olhar uma disfarçatez que a mim jamais engana
Que ele tal como o meu reclama pela vontade de nós dois
Que tudo quanto o teu falar sequer expôs, deixou-me ver a certa chama
Que só existe num olhar que ama e almeja um algo a mais depois!
 
Diálogo amordaçado que pertence à sina de vencer vencido
Que nunca foi escrito e mesmo assim segue lotando nossas páginas
Que verte clandestinas lágrimas num rosto de paixão adoecido
Flagrantemente escondido nas rubras aparências pálidas!
 
Mas que se alastra sob o silêncio que brada em solidão noturna
E mesmo na irradiação diurna não sabe conseguir deixar de amar
No abraço que nunca se dá, na mútua colisão de ilusão mais pura
Vive às custas de sua loucura, onde acontece tudo que nunca será!
 

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