O VENTO QUE NÃO PASSA

01/04/2012 10:02

 

 
Quando se vai a primavera da íris, dá-se o desbotar das aquarelas
E as cenas mais belas dormem sob o refúgio do relativismo
As fortes ondas do idealismo dão ao conformismo sua tutela
E a vida passa em frente à janela, onde estar vivo é o último ativismo!
 
 
Eu sou o cidadão que transitou nas mais incompatíveis transições
Nasci num mundo cheio de conturbações e o vejo até aqui mal resolvido
De um tempo em que o tempo era sentido e não vendido às ambições
Eu vi pureza nos corações, mas vi também o amor por ele esquecido!
 
 
Eu passo em frente a prédios imponentes onde eu brinquei nas relvas
E agora vivo nessas frenéticas selvas, repletas de animais vorazes
Os quais foram capazes de alternar cenários, sem pudores ou reservas
São as piores feras de todas as eras, dos vermes os mais lastimáveis!
 
 
Pobre de mim que aqui habito. Graças a Deus, que deu-me a poesia
Nela eu enlouqueço na magia de recriar ou procriar algo melhor
Refaço desde o pó, aquele antigo mundo em que feliz vivia
E curo a doença dessa fantasia, voando no céu de um pássaro só!
 
 
 

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