O cristão e os tempos finais

02/12/2014 11:00

 

 

“Pois o Filho do homem virá na glória de seu Pai,

com os seus anjos, e então recompensará a cada um

de acordo com o que tenha feito.”

(Mateus 16:27)

 

Mateus 24:5-8 nos dá algumas indicações importantes para que possamos discernir a aproximação do fim dos tempos: “Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” Um aumento de falsos messias, um aumento de guerras e aumento em fomes, pragas, desastres naturais: estes são “sinais” do fim dos tempos. Mas mesmo nesta passagem, entretanto, estamos sendo advertidos. Não devemos nos deixar enganar (Mateus 24:4), pois estes acontecimentos são apenas o “princípio de dores” (Mateus 24:8), e o fim dos tempos ainda está por vir (Mateus 24:6).



Muitos intérpretes apontam cada terremoto, cada agitação política e cada ataque a Israel como um sinal preciso de que o fim dos tempos está rapidamente se aproximando. Mesmo sendo estes eventos sinais de que o fim dos tempos se aproxima, não são necessariamente indicadores de que o fim dos tempos já chegou. O Apóstolo Paulo avisou que os últimos dias trariam um notável aumento nos falsos ensinamentos. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Timóteo 4:1). Os últimos dias são descritos como “tempos perigosos” por causa do aumento do caráter maligno do homem e pessoas que ativamente “resistem à verdade” (II Timóteo 3:1-9; veja também II Tessalonicenses 2:3).



Outros possíveis sinais incluiriam a reconstrução de um templo judaico em Jerusalém, aumentando a hostilidade para com Israel e os avanços para um único governo mundial. O sinal mais importante do fim dos tempos, entretanto, é a nação de Israel. Em 1948, Israel foi reconhecido como um Estado soberano pela primeira vez desde 70 d.C. Deus prometeu a Abraão que sua posteridade possuiria Canaã como uma “perpétua possessão” (Gênesis 17:8), e Ezequiel profetizou uma ressurreição física e espiritual de Israel (Ezequiel 37). Ter Israel como nação em sua própria terra é importante à luz da profecia do fim dos tempos, por causa da distinção de Israel na escatologia (Daniel 10:14; 11:41; Apocalipse 11:8).



Tendo em mente estes sinais, podemos ser sábios e discernir em relação à expectativa do fim dos tempos. Eles devem ser um estímulo diário para a consagração espiritual do povo de Deus, o abandono das heresias humanistas de nossa época e para uma postura de compromisso sincero e verdadeiro com o evangelho, que é a nossa santificação. Não devemos, entretanto, interpretar qualquer destes eventos únicos como uma clara indicação da iminente chegada do fim dos tempos. Nem jamais cair na tentação de fazer terrorismo proselitista e ameaçar as pessoas para uma “aceitação forçosa a Cristo”, com base nestes dados. Deus nos deu informações suficientes para que possamos estar preparados, e não para que nos tornemos arrogantes.

 

Que a evidente proximidade da vinda do nosso Senhor nos torne cada vez mais assemelhados a Ele – eis a nossa mais sincera oração!  

 

 

 

 


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