ONDE ANDARÁ O CÉU?

11/04/2012 18:55

 

 

Ao despertar da madrugada ilusória, me vi sem chão e horizonte

E tão distante dos campos, todas as flores e relvas

Vi a queda das serras e a derrocada dos montes

A pequenez dos sonhos gigantes e o gigantismo das guerras!

 

De súbito e desavisamente, fui deserdado e vendido ao desterro

Punido pela falta de erro, julgado pelo crime do amor

Lançado às masmorras da dor, cravado sob a chuva do aterro

Precipitado de um cerro, arremessado ao dissabor!

 

E o beijo cheio de paixão, tornou-se gelo ingrato

A novidade do prato é o ausente banquete das juras

Manhãs escuras iluminando a quebra do trato

A estiagem no palato e o grito estupefato das amarguras!

 

Que fossem todas as dádivas, mas que ficasse pelo menos o céu

Que me fizesse réu, mas não me condenasse a tal desproporção

Porque não vejo mais a encenação do orvalho destilando mel

Só vejo um temporal ao léu e nele andando em vão meu coração!

 

 

 

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