Ou Deus ou o mundo

13/03/2014 11:30

 

 

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há.

Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne,

a concupiscência dos olhos e a soberba da vida,

não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência;

mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

(I João 2.15-17)

 

 

A palavra mundo é originária do termo grego “Kosmos”. Frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fermentado por Satanás e existente à revelia de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à Sua revelação contida nas Sagradas Escrituras. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas e mornas.

 

Ainda que de forma não declarada, a tendência do cristianismo atual decadente consiste numa clara relação de influências com os sistemas do mundo. Isso está flagrantemente evidenciado nas modernas teologias e seu palanque humanista, na chamada música gospel (que de louvor e adoração nada tem) e na própria postura de uma nova geração de cristãos, cujo aspecto exterior e as práticas generalizadas estão cada vez mais assimilados pela aparência do mundo. Há alguns anos havia o adágio: “isso é de Deus e aquilo é do mundo”. Hoje, já não se sabe com exatidão onde essa fronteira se estabelece.

 

Em João 17:14 está escrito que o mundo nos odeia. Disso podemos empreender que o verdadeiro compromisso com Deus sempre gera um sentimento de perseguição por parte daqueles que O rejeitam. O verdadeiro servo de Deus jamais é compreendido na dimensão e na sinceridade da verdade em que vive, pois o mundo não o conhece (I João 3:1) e  se as suas relações com o mundo são amistosas e influentes, isso indica para uma clara apostasia em relação a Cristo e o evangelho. Quem está em Cristo não pode viver como as pessoas do mundo, posto que o mundo jaz no maligno. (I João 5:9)

 

Em Tiago 4:4 está escrito “não sejais amigos do mundo”. Em I João 2:15 lemos “Não ameis o mundo”. E em Romanos 12:12 recebemos o alerta “não vos conformeis com o mundo”. Portanto, amizade, amor e conformidade são três posturas vedadas a todo cristão em relação ao mundo. Os amigos são aqueles que se associam às suas práticas pecaminosas. Os que amam são os que desenvolvem um sentimento de prazer afetivo e ligação profunda com as raízes desse sistema pecaminoso e os que se conformam são os que aceitam receber as suas influências. Grave prejuízo espiritual sempre recai sobre os que não atentam para essas armadilhas.

 

A Palavra também nos afirma em João 17:16 que nós não somos deste mundo. Já Mateus 5:14 nos diz que nele estamos em função de um propósito maior, pois somos sua luz e sal. É claro que não iluminaremos se preferimos o aspecto da escuridão e é lógico que não salgaremos se nossa conduta for insípida.

 

Naturalmente Satanás trabalha de forma habilidosa para confundir os despreparados e usa seus asseclas disfarçados de crentes, disseminando um conceito deturpado e herético de evangelismo. Com base nisso surgem todos os dias no meio cristão diversas aberrações que alegam desejar ganhar o mundo assumindo sua aparência.

 

Ritmos musicais sensuais e diabólicos estão ganhando roupagem gospel. Trajes extravagantes, tatuagens, adereços ligados ao corpo já são comuns em jovens cristãos e até mesmo “pastores” estão aderindo à moda. Em seus lábios a mesma falácia: “temos essa aparência para ganhar os que têm essa aparência”. Por trás dessa grave mentira, todavia, há o nível de espiritualidade soterrado pela fé festiva, pela cultura dos shows, pela eliminação das cercas que separam a igreja do mundo e pela multiplicação do joio.

 

Essa é a verdade que aqueles que sentem coceira nos ouvidos não querem escutar. Esse é o alerta que os que se cercam de líderes segundo suas próprias cobiças detestam ouvir. Ou Deus ou mundo. Qualquer tentativa de conciliação entre ambos procede do inferno!

 

 

 

 

 


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