Quem sabe um dia cresceremos!

22/07/2013 08:43

 

 

“Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo;

porventura, não sois carnais?”

( I Coríntios 3.4 )


Certa noite, após uma ministração da Palavra de Deus, uma senhora aproximou-me e me perguntou:

 

- Irmão Reinaldo, como se explica o fato de que a Bíblia é recheada de histórias do poder de Deus e nos dias de hoje nós praticamente não conseguimos ver mais nada disso em nosso meio?

 

Ao que lhe respondi...

 

_ Não tenho a menor dúvida irmã querida que isso se deve à falta de ambiente espiritual propício para a manifestação do poder de Deus. Nunca vivemos uma crise de amor, de moral e de sinceridade como a que presenciamos. Deus não se manifesta em recintos religiosos...Ele se manifesta em vidas renascidas.

 

Os cristãos da igreja em Corinto estavam divididos: uns seguiam Paulo como ministro da Palavra de Deus, outros a Apolo. Estavam em contenda e dissensões. Paulo observando esse lastimável panorama afirmou que isso estava ocorrendo porque os cristãos de Corinto eram ainda crianças na fé e eram carnais, pois a divisão da igreja em Corinto (assim como de toda e qualquer igreja cristã dos nossos dias) era obra da carne e não do Espírito.

 

Ao longo da história humana sempre houve divisões da igreja cristã e hoje temos tantas denominações que algumas se comparadas parecem até pertencer a religiões opostas.

 

As igrejas neotestamentárias possuíam divisões apenas de acordo com os seus limites geográficos, por isso temos: a Igreja em Corinto, a Igreja em Jerusalém, a Igreja em Roma, a Igreja em Tessalônica, Éfeso, Colossos, Galácia etc...

 

 

Mas o que vemos hoje são igrejas divididas por doutrinas, por tradições humanas, por discórdias carnais, por orgulho, por inveja, por ambição financeira, por visões heréticas, entre outros motivos.

 

Ao longo de quase 20 anos eu resisti ao desejo de propor um novo ministério e sempre sonhei com uma igreja uníssona e irmanada. Todavia, vi (e ainda vejo) lugares em que pregadores de outras denominações não podem ministrar a Palavra, onde se condena quem não se veste de determinada maneira, quem não santifica determinado dia, quem não rejeita determinado hábito alimentar ou quem não adere a uma específica doutrina. E isso tem dividido milhões de vidas que foram salvas e lavadas pelo Sangue do Cordeiro para que vivessem unidas.

 

De um lado segmentos tradicionais, que perderam a passada da fé, cujos ambientes sucumbem sob a neve do distanciamento do fervor cristão.

 

Do outro lado grupos esquizofrênicos, fundamentalistas, muito mais espiritualistas do que  espirituais, muito mais esotéricos do que bíblicos, muito mais místicos do que teológicos, confundindo presença de Deus com gritos e balbúrdia.

 

Traços que acirram as diferenças e afastam de Deus aqueles que julgam servi-lo.

 

Se todas as igrejas possuem Cristo como fundamento (I Coríntios 3.11), por que não nos congregarmos em uma única igreja, como nos tempos apostólicos e vivermos uma só fé?

 

Paulo deu-nos a resposta: Por que ainda somos meninos em Cristo, somos todos carnais e não espirituais, andamos como os homens do mundo e não como a “ekklesía”, que significa os chamados para fora ( I Coríntios 3. 1 à 3 ).

 

Será que um dia cresceremos? Peço a Deus que sim!

 

 

 

 

 


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