RESPONDENDO PERGUNTAS DE ATIVISTAS GAYS - P. 2

22/03/2013 17:48

 

Zelia Adib – São Paulo

Reinaldo me esclareça por que vocês são contra um Projeto de Lei que tão somente pede aos gays que eles sejam tratados com respeito e sejam protegidos contra a violência dos preconceituosos? Como pode um cristão ser contra algo assim?

 

RESPOSTA

 

Querida Zelia, se a PL 122 solicitasse tão somente isso a que você se refere, nem eu e nem nenhum cristão se oporia. Mas o texto do Projeto vai muito além desse suave discurso e alcança realidades inadmissíveis tanto para o conceito da democracia, quanto para a liberdade de expressão. Esse projeto visa blindar o Sindicato Gay, tornando-o intocável. Ele coloca em aberto um perigoso mecanismo jurídico que pode criminalizar uma simples pregação evangélica contra a prática homossexual e também pode enquadrar criminalmente ministros evangélicos que se recusem, por exemplo, a casar gays – ou qualquer outra situação que subjetivamente seja entendido como homofobia.

 

Reitero a você e a todos os leitores que nós evangélicos não somos homofóbico, pois somos contra a intolerância, o ódio e a violência. Prova disso é que sempre vivemos em paz com todos os homossexuais que nos rodeiam e nenhum dos episódios que envolvem homossexuais agredidos foi protagonizado por um evangélico de verdade.

 

O Brasil já possui leis que contemplam a questão do preconceito e da violência. Criar uma lei em especial benefício dos gays é ferir o direito de todas as pessoas que não são obrigadas a concordarem com suas práticas.

 

Carvalho Junior – Recife

Olá senhor Reinaldo. Eu sou gay e tenho um companheiro. Nosso sonho é adotar uma criança. Vocês crentes e pastores vivem atacando de forma preconceituosa esse nosso direito. Então vocês preferem que uma criança viva pelas ruas ou dentro de orfanatos do que elas terem uma família que lhes dê acolhimento e vida digna, só porque trata-se de um casal gay? Vocês não acham que esse radicalismo é ridículo.

 

RESPOSTA

 

Querido Carvalho, a comparação com crianças de rua ou que vivem em orfanatos é um exagero apelativo, pois obviamente nenhuma pessoa com o mínimo de senso humanitário teria predileção por tal coisa.

 

A lei número 8.069, de 13 de Julho de 1990, determina em seu artigo terceiro que:

 

 "a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes á pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade".


A parir do momento que uma criança passa a ser adotada por um casal do mesmo sexo, deixamos de oferecer a esta criança a oportunidade de ser criada nos padrões que regem a sociedade humana como um todo.

 

Qual é sociedade em que a normalidade seja a união estável de casal do mesmo sexo? Em qual religião é permitida a união de casais do mesmo sexo? Quais serão as consequências psicológicas para essa criança ao entender e perceber que seus pais possuem uma união diferente da maioria dos demais pais?

 

Homens gays são protótipos ou sombras de mulheres, mas não são mulheres de fato. Homens e mulheres possuem características inerentes à sua natureza que estabelecem o equilíbrio no padrão familiar. A formação de uma criança requer essas duas influências. Casos de crianças que são crianças apenas pela mãe ou apenas pelo pai mostram que sempre há uma dificuldade no processo de formação dessa criança. O que dizer de uma situação em que os “pais” são figuras de gênero indefinido?

 

Um outro ponto importante é que crianças adotadas por gays fatalmente serão vítimas de chacotas e piadas, cujo consequência psicológica é imprevisível.

Para finalizar quero ressaltar que o artigo quarto da mesma lei citada anteriormente, fala que "é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde,  alimentação, educação, ao esporte, ao lazer, profissionalização, cultura,  dignidade, ao respeito, liberdade e  convivência familiar e comunitária.

 

E é este artigo que nós, sociedade e comunidade, devemos começar a cobrar de nós mesmos e principalmente do poder público que cumpra à risca o que se obriga por lei. Adoção por casais gays não é a solução do problema.

 

Ao abandonarmos nossas crianças ao relento, estamos abandonamos o nosso futuro e as nossas esperanças de um futuro melhor. Devemos exigir, dos grandes empresários que recebem incentivos fiscais milionários, que invistam nas crianças do nosso Estado. Devemos exigir que os políticos que estão no poder, que cobrem do governo do Estado políticas públicas para que o artigo quarto seja de fato uma realidade, e não uma utopia como é hoje.

 

Denis Zenifleringer – Curitiba

Reinaldo Ribeiro você a favor de pastores arrogantes e homofóbicos como Silas Malafaia e acha que ele fala em nome dos evangélicos ou em seu próprio nome?

 

RESPOSTA

 

Meu caro Denis, o pastor Silas paga o alto preço pela coragem de enfrentar uma estrutura poderosa como é o sindicato gay.

 

Penso que ele não entraria nessa briga se não fosse um homem plenamente convicto do que acredita e fala, servindo inclusive de exemplo para os covardes que preferem “as mordaças da conveniência” nessas horas de conflito ideológico.

 

Discordo que se trate de uma pessoa homofóbica, ainda que reconheço que ele poderia suavizar mais a sua forma de se pronunciar (não por temor aos gays, mas por ser um cristão).

 

O pastor Silas obviamente não tem procuração para falar em nome de todos os evangélicos, mas comungo da ideia de que o que ele fala está em perfeito alinhamento com o que dizem as Escrituras Sagradas e não posso acreditar que haja um verdadeiro evangélico que seja a favor da prática homossexual e das exigências solicitadas pelo ativismo gay.

 

Regina Damasceno – Teresina

Reinaldo, você não acha que com o aumento de pastores que se declaram gays e pastoras lésbicas e também com a adesão de nomes de peso no meio evangélico como o pastor Ricardo Gondim, pessoas homofóbicas como você, Silas Malafaia e outros, não acabarão ficando isolados e tendo que ceder mais cedo ou mais tarde?

 

RESPOSTA

 

Olá Regina. Essa eu responderei por partes.

 

Em primeiro lugar, preciso dizer que o avanço da degradação moral e da banalização que gera aceitação social ao pecado não é algo que me surpreende. A Bíblia nos alerta para esse fenômeno típico dos últimos dias e mesmo a contaminação por parte de setores da Igreja é um mal também já aguardado. Portanto, minha fé e minhas convicções, assim como minhas posições, jamais serão alteradas por conta do que você afirmou, mesmo sob acusações ridículas e improcedentes como essa de homofobia que você equivocadamente me lançou.

 

Em segundo lugar, eu não acredito na existência de pastores gays. Eu acredito na existência de gays que se dizem pastores, mas que nunca passaram sequer por uma verdadeira e transformadora experiência de conversão a Cristo.

 

Sobre Ricardo Gondim, sinto-me profundamente confortável para responder, pois conheço seu trabalho como conferencista e escritor, desde que aceitei Jesus em minha vida, há mais de 20 anos. Sempre o admirei como líder cristão, até o momento em que me deparei com suas declarações favoráveis ao casamento gay e outras mais de linha liberal.

 

Na verdade, as declarações de Ricardo Gondim vêm ferindo frontalmente nosso conceito tradicional de fé cristã e sob alegações de cunho mais sociológico do que bíblico, ele se distancia da própria Bíblia.

 

Recentemente ele mesmo chegou a dizer que não se considera mais ligado ao movimento evangélico. Portanto, se ele mesmo não se entende como evangélico, para mim passa a ser apenas mais um ativista que se opõe ao que defendemos, sendo digno de minhas orações e de meu respeito, porém jamais terá meu apoio e concordância, a não que se arrependa e reveja seus conceitos.

 

Um gay orgulhoso – Rio de Janeiro

Você não acha que usar a Bíblia para negar a homossexualidade não é fazer uso de argumentos jurássicos e ultrapassados? E se for pra usar a Bíblia então porque você não fala do apóstolo Paulo que era gay, pois ele mesmo fala que tinha um “espinho na carne” que era mais forte do que ele?

 

RESPOSTA

 

Com respeito à questão da temporalidade bíblica, eu entendo que os gays não podem fazer uso desse argumento, pois o homossexualismo é mais velho que a Bíblia e nem por isso sente-se jurássico e ultrapassado. A Bíblia é a Palavra de Deus e pode ser usada em todas as épocas, pois fala e norteia a ação do homem em todos os parâmetros de épocas.

 

O texto bíblico citado por você é o seguinte:

“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar” (2 Coríntios 12.7).

 

Há muita especulação a respeito desse espinho na carne de Paulo, quase todas sem a menor base bíblica. Entretanto, era algo que naturalmente impunha a Paulo um reconhecimento de sua condição de homem falível e mortal, além de impedi-lo do orgulho espiritual.

 

O “espinho na carne” é uma metáfora aludindo a uma espécie de situação dolorosa e de difícil convivência. Com uma indicação de provável complicação com os olhos:

“E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne; e não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo. Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis “(Gálatas 4.13-15).

 

“Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão” (Gálatas 6.11).

 

O texto do capítulo 4 de Gálatas mostra que Paulo admitiu ter uma enfermidade física que lhe causava dificuldades, “seu estado de saúde” foi uma prova dura para os gálatas que, mesmo assim, o trataram com dignidade.

 

Logo, podemos entender o espinho na carne de Paulo como uma experiência dolorosa, que se constituía numa dificuldade que o acompanhava e o prejudicava muito, provavelmente uma enfermidade grave, difícil e dolorosa. Não há nada que relaciona o espinho na carne com homossexualidade e fica mais difícil ainda imaginar que Deus enviasse “homossexualismo” para impedir que ele se orgulhasse e se envaidecesse diante das revelações que recebia. Essa afirmação redunda numa aberração hermenêutica e pura especulação infundada.

 

 


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