Silêncio: a paixão predileta da sabedoria

23/11/2013 01:59

 

 

"Preste atenção, Jó, e escute-me;

fique em silêncio, e falarei”. 

(Jó 33:31)

 

 

Quantos problemas poderiam ter sido resolvidos apenas com o silêncio. Na verdade, alguns deles sequer teriam surgido não fossem palavras erradas ditas nas horas erradas da forma errada. Por incrível que pareça, calar é sempre mais difícil que falar. No entanto, grande é o poder do silêncio!

 

Há sabedoria no silêncio

 

Como uma árvore que cresce e se desenvolve sem ser notada, nossa vida interior adquire amplitude no silêncio. Se por um lado a Bíblia diz que na multidão das palavras não falta transgressão (Provérbios 10.19) ela também diz que até o tolo quando se cala, é tido por sábio (Provérbios 17.28).

 

Quem fala menos erra menos! E o que aprende a se calar, adquire autoridade em seu falar. Como disse Tomas de Kempis, ninguém fala com segurança, senão quem gosta de calar (Imitação de Cristo, Livro I 20.2). Como disse outro sábio, a palavra pesa quando se sente por baixo dela o silêncio (…). O silêncio é o conteúdo secreto das palavras que contam. O que faz o valor de uma alma é a riqueza do que ela não diz.

 

Também no silêncio há força

 

Não apenas um silêncio de boca, mas um silêncio de alma (Salmo 131.2), uma quietude interior que se volta para Deus em confiança. Assim escreveu o profeta Isaías: No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor (Isaías 30.15).

 

E ainda existem momentos em que se calar é vital, quando palavras não podem concertar situações difíceis de conflito e contenda, mas somente agravá-las. Então, só nos resta silenciar e clamar dentro de nossos corações pela ação do Senhor. São tempos maus onde palavras podem ser mal usadas ou mal interpretadas. Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau (Amós 5.13).

 

Sim, como disse o salmista: Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus. Serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a Terra (Salmo 46.10).

 

Oremos também como orou o salmista: Coloca, ó Senhor, um guarda à minha boca. Vigia a porta dos meus lábios. (Salmo 141.3).

 

 

 

 


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