O Cristo que a poucos interessa

26/09/2013 01:31

 

 

“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus pede de ti,

senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos,

e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração

e com toda a tua alma.”

(Deuteronômio 10:12)

 

Em João capítulo 6, lemos sobre quando Jesus alimentou cinco mil pessoas. A multidão ficou tão entusiasmada com a demonstração de poder por parte do Mestre que quis coroá-lo rei ali mesmo (João 6:14). Todavia, o Senhor saiu de fininho. A possibilidade de se tornar um astro não o seduziu.

 

Mais tarde, a multidão o encontrou de novo. Jesus os acusou de o seguirem apenas pela comida e lhes disse que Ele mesmo era o pão da vida. Eles tentaram de todas as formas convencê-lo a lhes proporcionar o que queriam, mas o Senhor recusou com firmeza. Por isso, a enorme multidão voltou-lhe as costas e o deixou. Somente permaneceram os discípulos fiéis.

 

Há lições importantes nesse acontecimento e é sobre elas que eu gostaria de conversar com você nesse momento.

 

Nem sempre Jesus nos dá o que queremos 

 

O povo queria comida; Jesus ofereceu a si mesmo. Deus não precisa suprir as vontades humanas para “comprar” nossa devoção. Às vezes nos irritamos por querer um Cristo que se adapte a nós. Mas devemos estar dispostos a nos adaptar à Sua vontade. Cabe-nos servi-lo e não Ele a nós.

 

Jesus recusou-se a atrair a multidão pela comida

 

Mesmo hoje, muitas igrejas tentam atrair as pessoas com atrativos espirituais, materiais e carnais. Oferecem prosperidade financeira, cura de suas doenças, poder e prestígio, bens materiais, libertações, etc., como meio de cooptar as pessoas para o “evangelho(?)”.

 

Jesus não teria tomado parte disso e jamais aprovaria tal “estratégia” oportunista. Ele atraía as pessoas por Ele mesmo e por Suas Palavras, não com comida, bens, curas ou milagres. O cerne de Sua mensagem consistia (e ainda consiste) em aceita-lo pelo que Ele é e por Sua obra de amor a nosso favor, e não pelo que podemos “ganhar” em troca. Não existem barganhas no verdadeiro Evangelho e a verdadeira Igreja de Jesus conhece essa verdade.

 

Seguir a Jesus nem sempre é muito popular 

 

Um dia os doze eram os melhores amigos do homem mais popular do país; no outro, estavam ao lado de alguém que tinha sido abandonado por todos. Deve ter sido difícil para os discípulos manter sua lealdade quando todas as outras pessoas estavam abandonando a Jesus. Somos nós também fiéis a Jesus quando Ele não está muito na moda?

 

É evidente que a proposta do “evangelho industrializado” aponta para uma fé que contemple os interesses humanos. Todavia, a presença da sombra indica a existência da luz, assim como a operação do erro não invalida a pureza da verdade.

 

E a verdade é: sirvamos a Deus de todo coração, desprovidos de interesses humanos e materiais, distantes dos balcões de negócio que falsamente asseguram “bênçãos” em troca de sacrifícios financeiros.

 

Há de fato uma riqueza em você que muito interessa a Cristo Jesus – o seu coração!

 

 

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