Qual igreja é dona do céu?

18/03/2014 00:16

 

 

“Tende o mesmo sentimento uns para com os outros”

(Romanos 12:16)

 

 

Se existe algo difícil em nossos dias é o cultivo da união dentro de os mais diversos grupos sociais. Estamos muito mais propensos para as discórdias que para as discussões saudáveis. Estamos muito mais inclinados a fazer com que a nossa opinião particular prevaleça do que a buscar o acordo, a cooperação, a transigência, a construção e o crescimento saudável.

 

Num mundo cada vez mais competitivo e cheio de lutas pelo poder, o desafio que nos é proposto como uma virtude a cultivar é o de sermos unidos mesmo em meio à pluralidade de opiniões, de vontades e de visões. O propósito a ser alcançado é que a igreja (os servos de Deus) seja unida, e que os que professam Jesus Cristo andem juntos, mesmo sendo diferentes.

 

O segredo do crescimento saudável é a cooperação de todos. Uma das metáforas mais tremendas a respeito da igreja é a que a compara a um corpo. Partes diferentes com funções diferentes, cooperando para o progresso do corpo. Essa deve ser a nossa meta como indivíduos e como igreja.

 

Isso não significa que não há espaço para exposição de pontos de vista diferentes. Foi Deus que criou a pluralidade, pois nos criou diferentes uns dos outros. Um grande exemplo de pluralidade e unidade foram os apóstolos. Jesus escolheu homens totalmente diferentes, que demonstraram ter opiniões e visões diferentes, mas que foram unidos, compartilhando um sentimento de respeito e comunhão uns com os outros.

 

 

O capítulo 15 do livro de Atos dos Apóstolos nos mostra uma ocasião em que ouve uma grande controvérsia entre Paulo e Barnabé com outros irmãos cristãos. Eles pensavam diferente, tinham visões diferentes sobre um tema, mas resolveram a questão apostando na união, na colaboração e no crescimento da obra de Deus.

 

Em nossos dias assistimos isso com muita clareza.  Uns guardam o sábado com tamanho afinco que chegam ao ponto de idolatrá-lo, condenando quem de modo igual não crê. Outros adotam o domingo e há ainda os que não guardam dia algum como especialmente sagrado. Há os que impõem restrições alimentares, outros pensam que se deve comer de tudo que é vendido no mercado. Uns creem na perda da salvação, outros proclamam que uma vez salvo, salvo para sempre. uns são calvinistas e outros arminianos. Uns pregam o batismo com o Espírito Santo seguido da evidência dos dom de línguas, mas outros discordam dessa doutrina. E essa lista de arrasta por quilômetros, pois tantas quantas são as organizações cristãos, assim são seus dogmas e tradições internos.

 

O equívoco (que é anticristão e diabólico) está no sentimento sectarista e exclusivista. O bairrismo religioso que ostenta uma declaração arrogante e intolerante de que esta ou aquela igreja seria “a verdadeira”. Esquecem os irmãos que assim procedem, que os mesmos estão repetindo as ações nefastas do catolicismo medieval, que martirizou muitos cristãos sinceros, apenas por estes não sustentarem suas mesmas convicções de fé. Atualmente, irmãos matam irmãos com a língua agressiva, julgadora e hostil, com o dedo em riste e o peito farisaico que arvora para si a suposição de que detém a verdade.

 

Temos que repudiar esse espírito anticristão de competição espiritual e sectarismo religioso. Se a verdade de fato dói na face mais que um tapa, então que se lance sobra a face dos arrogantes que nenhuma igreja é melhor que outra, que não existe essa tal “igreja verdadeira”, exceto Aquela que representa a Noiva do Cordeiro, que não possui placa e nem convenção e que reúne pessoas redimidas de todas as raças, povos e línguas, as quais lavaram suas vestes no Sangue do Cordeiro e que amaram mais a morte em Cristo do que a vida neste presente século.

 

Erram, portanto, aqueles que discriminam irmãos de outras igrejas, que negam seus púlpitos para pregadores que não sejam domésticos, que rebatizam irmãos oriundos de outras denominações e que se vangloriam do pertencimento a esta ou aquela organização. Luz deve viver em separado com as trevas e não com outra luz. Crentes devem viver em separado com o mundo e seus sistemas e não com outros irmãos na fé, aos quais devemos amor, respeito, cooperação e unidade em Cristo.

 

Precisamos buscar enquanto indivíduos ter um tipo de união com os outros filhos de Deus que seja capaz de superar conflitos, pensamentos e opiniões diferentes em prol da unidade. É evidente que não há associação entre a heresia e a Palavra de Deus, entre a luz e as trevas, mas no que diz respeito às questões vitais, que são os pontos centrais e primordiais do evangelho, certamente é possível andarmos juntos no “mesmo sentimento”, ou seja, em união.

 

A todos os meus irmãos, de todas as igrejas cristãs, evangélicas e protestantes de todo o mundo, meu mais sincero e fraterno abraço. Eu os amo, em nome de Jesus! 

 

 

 


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